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Monday, November 9, 2015

As vantagens de utilização das FTZ do Sul da Flórida

Muitos empresários brasileiros em São Paulo e em outras cidades do país tem-me perguntado de que forma possam melhorar suas exportações para os EUA . Desde a década de 60, o Brasil adotou a regra “ Exportar é a Solução”. De fato assim é para muitos empresários, a questão é como fazer no que concerne aos demais países. Infelizmente, as economias ocidentais foram se “fechando” para se protegerem contra as exportações de países como o Brasil que tem-se valido de inexistencia de impostos na exportação e as vezes de diversos subsidios tributários como a isenção de IPI e de ICMS nas exportações. 

Todavia os EUA como uma economia forte , sempre moderna e sem medo da concorrencia internacional , ao contrário, continua sendo um mercado relativamente aberto e liberal. E mais ,tem criado soluções inteligentes que ao contrário inclusive tem favorecido a vinda de mais exportadores aos EUA. Uma dessas notáveis soluções são as “Foreign Trade Zones”- as FTZ que existem em quase todos os EUA. Aqui na Flórida, a mais conhecida e importante é a FTZ de Miami por suas inúmeras vantagens que serão apresentadas neste artigo.

O que são as FTZ ?  A rigor são armazéns alfandegados que constituem um ambiente especial de comércio internacional no território americano. Como funcionam ?

Primeiramente funcionam  como um armazém alfandegado especial. Assim neles é possível que os empresários brasileiros ( assim como os estrangeiros em geral) possam exportar seus produtos para os EUA sem impostos desde que permaneçam nos armazéns e não sejam vendidos ou “internados” em território americano. Assim funciona como se fossem um “dry port” ou seja um “porto seco”. Os produtos exportados do Brasil são mantidos no armazem e serao destinados a re-exportação para outros países. Enquanto mantidos no armazem alfandegado e desde que sejam re-exportados para outros países, não há imposto a pagar.   Super !

Todavia, os benefícios do FTZ não param aí !   Existem outros benefícios que serão aqui relatados. É sempre possível fazer-se das FTZ uma verdadeira zona também de complementação ou acabamento industrial, a exemplo do que ocorre na nossa Suframa em Manaus. Destarte, é legalmente possível desde que o projeto seja previamente aprovado de tal forma  que a empresa brasileira ( ou estrangeira) possa exportar insumos ou componentes e fazer o processo de industrialização dentro da zona. Nesse caso, os impostos são deferidos, adiados à etapa seguinte. Em outras palavras, os impostos de importação assim como o sales tax ( o imposto sobre vendas)  aqui da Flórida somente serão cobrados e pagos quando o produto final industrialmente acabado “sair” da zona, ou seja, for vendido ao mercado americano. Isto torna o processo de fabricação muito mais economico, porque o processo de tributação é adiado por ocasião do faturamento de venda. Destarte, através de um bom planejamento financeiro uma parte do pagamento da venda do pagamento servirá também como elemento de custeio para o pagamento dos impostos.  

Outro detalhe importante é o de que os impostos nos EUA ao contrário do Brasil são extremamente razoáveis. O imposto de importação normalmente varia entre 12% a 15% ad valorem e o imposto sobre vendas ( o sales tax) em torno de 7% sobre o valor do faturamento de venda do produto final acabado. Assim se permite que o industrial brasileiro possa conquistar o mercado americano de uma maneira mais eficiente e preparado para oferecer preços competitivos  ao grande mercado americano.

A próxima pergunta que o leitor possa fazer é: são quaisquer produtos que posso “trabalhar” na FTZ ?  E a resposta será pela negativa. Não é qualquer produto. Normalmente deva ser um produto cujo processo de industrialização seja “leve” e descomplicado . Normalmente produtos eletronicos , de montagem fácil que não requeiram processos complicados de usinagem e solda por exemplo são os ideiais para a FTZ.

Claro que quanto mais “light” for o processo de fabricação, melhor. Há empresas que tem seus projetos aprovados na FTZ simplesmente mediante processo de etiquetagem, rótulos em lingua inglesa , preparo dos manuais e finalmente o processo de embalagem ou empacotamento , tudo preparado ao gosto e de acordo com os requisitos legais dos EUA.

Produtos comestíveis são bem mais complicados porque além da aprovação do órgão administrador do FTZ ainda vai requerer aprovação e registro prévios do FDA e de outros órgãos locais (estaduais e municipais) encarregados da fiscalização sanitária neste país.

Enfim, as oportunidades são imensas para as indústrias brasileiras desde que seus projetos sejam previamente aprovados pelos órgãos competentes. Perguntar-se-á qual o tempo médio para tramitação e aprovação de um projeto industrial para o FTZ ?  Pela experiencia, estimamos um tempo médio mínimo de 4 meses desde o ingresso do projeto até a sua aprovação final.

Outras indagações relevantes ?  Não há requisito mínimo de certificado de origem. Não, isto vai depender da economicidade do projeto . Claro que quanto maior for a utilização de produtos ou componentes americanos , mais chances terão os projetos de serem aprovados pelos órgãos competentes.

O mesmo dir-se-á sobre o emprego de mão de obra. Nos EUA, já o sabemos ,a mão de obra é bem mais cara do que no Brasil . Ademais por lei, as empresas são também obrigadas a fornecer aos seus empregados, planos de saúde o que agrava ainda mais os custos da contratação de mão de obra. Destarte, para manter a viabilidade do custo de sua implantação, convem ao empresário brasileiro utilizar sempre processos intensivos de capital e não de trabalho. Ou seja, quanto mais automação o processo industrial requeira, quanto mais viável o projeto tornar-se-á financeiramente.


Estamos a disposição dos prezados leitores para outras indagações a respeito deste tema, devendo endereçá-las ao Prof. Dr. Attila Andrade Jr, advogado internacional website www.advatila.com.br attilaandradejr2013@gmail.com Skype: attila.andrade Bons negócios na FTZ de Miami!

Monday, September 22, 2014

O que a decisão do Burger King tem haver com você abrindo empresa em Miami?

Semanas atrás os Estados Unidos acordaram com uma notícia bombástica. O Burger King que é comandada pelo quarteto brasileiro Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira, Marcel Herman Telles e Roberto Thompson Motta através da 3G Capital compraram a rede canadense de café e donuts Tim Hortons, assim tornando-se a terceira maior rede de fast food do mundo.  

Até aí tudo bem, mas acontece que os críticos e especialistas dizem que o motivo principal dessa negociação de quase US$ 12 bilhões de dólares foi a transferência da matriz do Burger King para o Canadá para pagar menos impostos, evitando assim a duplicidade nos impostos em cima dos lucros gerados fora dos Estados Unidos, caso a matriz continuasse por aqui. 

Para quem tem uma expectativa de faturamento de US$ 23 bilhões anuais, qualquer percentual economizado, é muito significativo. Opa, agora mexeram no bolso do americano!

Polêmicas à parte, você buscando no Google, com certeza encontrará um absurdo de matéria sobre essa mega transação.

Ok, Richard mas o que tem haver com abrir empresa em Miami. I am glad that you asked me! Preparado para a resposta?

Muitos brasileiros sonham em negociar com os Estados Unidos, abrindo sua empresa na Flórida, escolhendo principalmente as cidades de Miami e Orlando. Acontece que muitos abrem somente para “testar” o mercado e não possuem volumes financeiros que justifiquem a abertura dessa empresa.

Como o brasileiro não é residente, ele terá que abrir uma corporação chamada C-Corporation cujo a carga tributária é mais pesada. Dependendo do que o brasileiro sonha com o mercado americano, o melhor é ele contratar uma trading e/ou consultoria e como falamos aqui, “testar as águas”.  Dando certo o produto e/ou serviço, aí sim com a experiência adquirida e justificando, o brasileiro parte para carreira solo. Você leitor, pode acreditar que de um modo geral ficará muito mais barato do que o brasileiro operar a própria corporação. 


Caro leitor, você deve consultar seu advogado ou contador para confirmar tal informação. O narrado no parágrafo acima é nossa opinião em cima de uma experiência de mais de 20 anos atuando em trading, consultoria, marketing e vendas atendendo exclusivamente o Brasil. 

Você pode até dizer que não terá os mesmos resultados do Burger King. Acreditamos também que não! Mas acontece que quando seu nome entra no sistema financeiro americano, não tem mais volta. A pergunta que fica é a seguinte: é isso mesmo que você quer?

Tuesday, May 13, 2014

Flórida ou Delaware? Qual o melhor estado americano para abrir uma empresa?

Como se diz aqui nos Estados Unidos, essa é a resposta de US$ 1 milhão de dólares. Para você brasileiro que pensa em ser imigrante, tudo depende do que você quer com o país. 

Muitos só pensam no aspecto pagamento de impostos. 

Baseado na nossa experiência de quem mora desde 1991 e empresaria nos Estados Unidos desde 1995, sugerimos que esse ponto não deva ser o principal na escolha do estado. E claro, a consulta ao seu advogado e contador, caso decida abrir empresa é obrigatoriedade.

A conceituada revista Chief Executive junto com seu website acaba de publicar uma pesquisa pelo décimo ano consecutivo, muitíssimo interessante, que acreditamos irá polemizar no meio de muitos brasileiros.


Resumindo, Texas aparece como melhor estado. Califórnia como o pior, ocupando a posição de 
número 50. 

O estado de Nova York ocupa o número 49. Flórida é o segundo melhor estado, e Delaware que para muitos é o melhor, de acordo com essa pesquisa é o de número...clique o link porque você vai se surpreender. Navegue no link e tire suas conclusões.