Monday, January 24, 2011

Brasil conhece a indústria da tragédia

O Brasil foi impactado nos primeiros dias de janeiro com a tragédia nas cidades de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo. Com imagens impressionantes, os brasileiros acompanharam a dor dos que ficaram. 
Acompanharam os que perderam filhos, esposas, maridos, amigos, enfim, perderam literalmente tudo na enchente ou deslizamento de terra. Uma devastação total onde o recomeçar de novo já é um grande desafio.

Mas porque estamos escrevendo sobre a “indústria da tragédia”? Porque nós que empresariamos aqui no mercado americano estamos acostumados a isso. Você por acaso conhece algum outro país com mais desastre natural do que os Estados Unidos?

Anos atrás, mas precisamente durante o estrago do furacão Katrina, fizemos um projeto de distribuição para vários fabricantes brasileiros com o objetivo de atender os necessitados da área de Nova Orleans.

O que não faltou foi crítica em cima do projeto. Desconfiados, tratados fomos por vários fabricantes como exploradores da dor alheia. O que nunca entendemos e não entenderemos dessa maneira.

Hoje temos milhares de pessoas que literalmente precisam de tudo. Precisam de casa, toda a mobília, roupa, carro, comida, enfim, tudo. Estudos apontam 5 milhões de pessoas em área de risco no mínimo!

Perguntamos: por acaso o nível de caridade do homem é tão grande assim que doará tudo e à todos? Por acaso o nível de caridade dos fabricantes e/ou empresários é tão grande assim que doará tudo e à todos?

Sabemos que a dor muito grande em um momento inicial nos une. Mas com a rotina, isso mesmo, com a rotina a vida continua...e as pessoas vão seguindo o curso da vida. Alguém hoje fala sobre o terremoto do Haiti como falava? E do tsunami onde milhares de vidas pereceram? E Angra dos Reis ano passado?

O Brasil pelos últimos noticiários começa a ser afetado pelos desastres naturais; e devido ao tamanho continental e mudanças climáticas mundiais, ainda haverá muita coisa pela frente.

Cabe a nós empresários, administrar as oportunidades tanto aqui nos States como no Brasil e abastecer os necessitados, sem postura de exploração e especulativa que já aconteceram nas serras fluminenses. Milhões de reais serão investidos nessas áreas e o desenvolvimento virá.

Entrevistas mostram que os afetados ficam agradecidos não só por ganhar mas como ter fácil acesso a compra.

Isto posto, você fabricante se prepare por que mais tragédias naturais ainda estão por vir ou aqui em território americano ou brasileiro. Somos pessimistas? Claro que não, apenas realista.