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Monday, August 22, 2011

Deficit & Dívida Pública Americana - mitos, fatos e desafios

Os fatos e mitos – Há pouco mais de dois meses, o presidente norte-americano se deu conta de que ele dependia do Congresso para obter a aprovação do aumento do teto da dívida. E Imaginou que conseguiria aprovar este aumento de forma simples, pois este fato não é novo.

Desde 1919, o aumento do limite da dívida pública depende da aprovação do Congresso e estas autorizações têm sido feitas com maior ou menor dificuldade, constituindo-se um fato normal da vida política e econômica do país.

Desde quando foi criado este teto ele já foi aumentado 102 vezes, das quais, 10 vezes apenas na ultima década, o que corresponde a cerca de 10% dos aumentos autorizados.

Nunca, porém, na história, um presidente aumentou o déficit público em 25% em apenas dois anos de mandato.

Neste ano, a dívida pública deve saltar dos U$11,9 trilhões de 2008, para U$15,2 trilhões, ou seja, passará de 84,6% do PIB, para algo superior a 100% do mesmo.

Segundo o “Escritório Orçamentário do Congresso”, organismo não ligado a nenhum dos partidos, em um cenário provável de escolhas de política econômica, a dívida pública federal norte-americano chegará a quase 190% do PIB até 2035.

Mais assustador ainda, segundo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a dívida tem chances de chegar a US$ 19,7 trilhões, ultrapassando em 9,4% o PIB americano, em 2019.

Só para termos uma idéia do que esta divida representa, ela é igual ao PIB das 166 nações menos desenvolvidas do planeta e corresponde à quarta parte de toda produção econômica mundial de 2010, que foi de U$62 trilhões.

Hoje os EUA emprestam 40% do que gastam! O risco do calote é tão inverossímil quanto a possibilidade de o problema ser apenas a questão do teto da dívida.

O Porquê – O lobby dos funcionários públicos, a demagogia de políticos e outras mazelas levaram a maior economia do planeta a uma situação que exige decisões heróicas.

Aqui têm sido criados subsídios e ajudas que nem a população se dá conta que possam existir. Telefones celulares, aluguéis residenciais, vale-refeição, transporte escolar para crianças, remédios e dezenas de outras vantagens são oferecidas às classes menos favorecidas, minorias, mães solteiras, desempregados em programas assistenciais do governo.

Os funcionários públicos têm atingido salários médios superiores aos do setor privado, com menos horas de trabalho e muito maior número de benefícios.

Os gastos militares, que foram reduzidos após Reagan ter vencido a Guerra Fria, cresceram novamente de forma exponencial, pois os serviços de inteligência foram desmontados no Governo Clinton e o terror se fortaleceu e foi capaz de atingir os EUA dentro de seu território.

Os trilhões de dólares gastos e investidos pelo atual presidente, encheram as burras dos bancos e dos empresários mal sucedidos, mas não criaram riqueza nem emprego.

O crescimento do PIB segue pífio, o emprego até aumentou durante seu mandato, mas o problema ainda está longe de ser resolvido.

Os desafios – Para voltar a uma situação de crescimento sustentável precisa haver um corte de no mínimo U$4 trilhões nos próximos dez anos no déficit.

Para se chegar a este valor haverá necessidade de se provocar um corte substancial nas despesas, além de um aumento considerável nos impostos.

E ai começa a questão: O Presidente fez aparições publicas pedindo solução, como se não fosse parte do problema e, em nenhum momento, apresentou qualquer plano de cortes de despesas.

Os republicanos detendo a maioria da Câmara, querem fazer valer o seu poder, pleiteando e defendendo cortes de despesas, sem aumento de impostos.

Apresentaram a aprovaram uma lei, que tornava obrigatório o equilíbrio fiscal, determinava cortes e liberava a questão do teto do endividamento.

A proposta foi rejeitada no Senado, pela maioria democrata, sem se colocar sequer o assunto em debate, para evitar chamar a atenção do público para uma oferta concreta de solução.

Os democratas, temem perder seus currais eleitorais com o fim ou ou o corte de alguns programas de assistência social, e se somaram à voz do presidente Barack Obama, ameaçando com calote o pagamento das dívidas e a suspensão dos pagamentos a pensionistas, inválidos e soldados.

O fato é que o presidente tinha e tem poderes constitucionais especiais para solucionar a questão do teto, mas quer e precisa usar aumentar seu capital político para enfrentar o desafio da reeleição do próximo ano.

Na verdade a questão se situa em três segmentos:
  • Ideológica: Livre iniciativa ou governo grande;
  • Política: Eleições presidenciais de 2012;
  • Liderança: Não há solução econômica simples, os EUA necessitam da fé dos americanos de que seus líderes encontraram a solução correta e eficaz e vão implementá-la.
Os republicanos estão fazendo a lição de casa nos estados que estão governando, realizando cortes nas despesas, diminuição das benesses aos funcionários públicos e promovendo a geração e expansão de empregos, provando que há solução real, concreta e plausível dentro da ideologia que defendem.

Já os democratas têm a seu favor o apoio da mídia.

Muita água vai ainda rolar sob as pontes do rio Potomac, antes de termos um visão clara do futuro americano, estejam certos!

Artigo escrito por Carlo Barbieri 
International Consulting
Email para contato: Barbieri@Oxfordusa.com

Friday, August 12, 2011

BMA - Brazilian Marketing Annex tem “full house” na última terça-feira em Miami

 Nesse último dia 9 de agosto, o concorrido café-da-manhã do BMA- Brazilian Marketing Annex na cidade do Doral, esteve super concorrido com a presença de dezenas de empresários e políticos locais. O Brazilian Marketing Annex é um "anexo" da Câmara de Comércio do Doral (http://www.doralchamber.com/)

O palestrante da vez, foi o Jerry Libbin, vereador da cidade de Miami Beach, e presidente da Câmara de Comércio de Miami Beach. O evento foi patrocinado pelo U.S Century Bank, que gentilmente cedeu a cobertura da sua sede que também é na cidade do Doral.

Com bastante entusiasmo, o Sr. Libbin falou sobre o impacto do turista brasileiro e do empresariado brasileiro no Condado de Miami-Dade.

Tendo já comemorado seu primeiro ano de vida, o BMA – Brazilian Marketing Annex está escrevendo seu nome cenário de comércio internacional para todo aquele que pensa em fazer negócios com a comunidade brasileira no Sul da Flórida ou com o Brasil.

Wednesday, August 3, 2011

America ainda é bonita! America the beautiful

Os politicos americanos votaram no dia de ontem, de repente, uma das mais importantes votações da história dos Estados Unidos que foi o aumento do teto da dívida americana, sancionada ontem mesmo pelo Presidente Obama.

A sinceridade do coração dos que votaram é questionada. Eles votaram para o partido ou para as gerações por vir?

Eles podem dizer com sinceridade que eles amam mais o país do que eles mesmos como diz o hino? Who more than self their country loved.

Sabemos como a maioria dos políticos se comportam. Temos aprendido que só muda a língua. A história vai dizer como já diz os que igualmente votaram no passado e comprometeram indevidamente essa grande nação.

Seja lá o que fazem e querem fazer com esse país, América “ainda” é América e “ainda” é bonita. E assim continuará!

Para os que apreciam e respeitam a América, deixamos esse hino America the Beautiful, que para mim fala tanto quanto o hino nacional Star Spangled Banner.

America the beautiful com essa letra maravilhosa, foi escrito por Katharine Lee Bates, e melodia de Samuel Ward. E para você desfrutrar uma interpretação inegualável do saudoso Ray Charles.

America the Beautiful


O beautiful for spacious skies,
For amber waves of grain,
For purple mountain majesties
Above the fruited plain!
America! America!
God shed his grace on thee
And crown thy good with brotherhood
From sea to shining sea!

O beautiful for pilgrim feet
Whose stern impassioned stress
A thoroughfare of freedom beat
Across the wilderness!
America! America!
God mend thine every flaw,
Confirm thy soul in self-control,
Thy liberty in law!

O beautiful for heroes proved
In liberating strife.
Who more than self their country loved
And mercy more than life!
America! America!
May God thy gold refine
Till all success be nobleness
And every gain divine!

O beautiful for patriot dream
That sees beyond the years
Thine alabaster cities gleam
Undimmed by human tears!
America! America!
God shed his grace on thee
And crown thy good with brotherhood
From sea to shining sea!

O beautiful for halcyon skies,
For amber waves of grain,
For purple mountain majesties
Above the enameled plain!
America! America!
God shed his grace on thee
Till souls wax fair as earth and air
And music-hearted sea!

O beautiful for pilgrims feet,
Whose stem impassioned stress
A thoroughfare for freedom beat
Across the wilderness!
America! America!
God shed his grace on thee
Till paths be wrought through
wilds of thought
By pilgrim foot and knee!

O beautiful for glory-tale
Of liberating strife
When once and twice,
for man's avail
Men lavished precious life!
America! America!
God shed his grace on thee
Till selfish gain no longer stain
The banner of the free!

O beautiful for patriot dream
That sees beyond the years
Thine alabaster cities gleam
Undimmed by human tears!
America! America!
God shed his grace on thee
Till nobler men keep once again
Thy whiter jubilee!

Ladys and gentlemen, Mr. Ray Charles...

Friday, July 29, 2011

Apple Computer com mais dinheiro do que o governo americano?

Conforme noticiado na imprensa americana, a Apple do legendário e quase inigualável Steve Jobs apresentou ao mundo em seu balanço em Junho US$ 76.2 bilhões dólares em cash. Wow!

Não precisamos dizer que os IPhones, IPads, ITouch, IMacs contribuiram para reescrever a história da empresa, jogando as ações para US$ 400.00 cada!

Enquanto isso o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos essa semana de julho apresentava US$ 73.8 bilhões de dólares.

A grande e única diferença desse volume de dinheiro é que o governo americano, está imprensado com os compromissos ameaçando a maior crise desse país que irá ameaçar a economia mundial; e a Apple se dando o luxo de pensar onde gastar…se quiser gastar.

Hoje saber que existe uma empresa mesmo sendo americana que nem a Apple ter mais dinheiro do que os Estados Unidos, é uma situação inimaginável. Mas com certeza poderemos aprender alguma boa lição nisso tudo.

Mesmo com toda essa reserva e cash flow, a história conta que Mr. Jobs é muito cauteloso nos gastos, com quem o cerca e investidas de sua empresa.

É uma pena que não vemos isso em Washington, nem em Brasília, nem em outos centros do poder mundial! Com certeza não podemos ver nem veremos porque o dinheiro não é dos políticos. Deve ser uma sensação agradabilíssima poder gastar o dinheiro dos outros sem se responsabilizar e ser punido.  

Friday, July 22, 2011

Pro Forma Invoice é coisa muito séria aqui nos Estados Unidos! Mas o que é isso?

Nesses 20 anos fazendo negócios com o Brasil chega a ser assustador a falta de entendimento que muitos brasileiros possuem em relação a um documento de exportação chamado Pro Forma Invoice.

Ou entendem, mas não acreditam que a repercussão negativa quando não honram uma Pro Forma Invoice pode ser devastadora, ainda mais se for produtos de valor alto.

Não honrar uma Pro Forma Invoice causa situações delicadíssimas; podendo até mesmo ter processo  aberto pelo exportador devido a frustação da expectativa de vendas. Ou seja, um prejuízo e um stress para todas as partes envolvidas. Ah se o Brasil pudesse saber quem já foi processado aqui nos States...

Não saberíamos mensurar a quantidade de vezes, isso o que sabemos, nem contabilizamos o que não sabemos, mas a quantidade de vezes que o importador brasileiro pede uma Pro Forma Invoice e não honra.

Mas o que é uma Proforma Invoice?

Antes de responder o que é, iremos responder o que com certeza não é. Pro Forma Invoice não é cotação e não é brincadeira. Pro Forma Invoice aqui nos Estados Unidos é levado muitíssimo a sério.

Para você leitor que nunca viu esse termo, em resumo, é como se fosse uma Pré Nota Fiscal, uma Pré Fatura Final. A Pro Forma Invoice é como um documento que é apresentado para iniciar todo processo burocrático porque o comprador já aceitou as regras do jogo e já se comprometeu. Diríamos que ele "já assinou" o contrato. Quando a mercadoria embarca, a Pro Forma Invoice é trocada pela Commercial Invoice, que diríamos é a Nota Fiscal ou Fatura definitiva. Visualmente é idêntica. A única diferença é o título e geralmente algumas pequena instruções devido à alfandêga do país de destino.

A gravidade do desdém de vários importadores brasileiros, é que o teor jurídico de uma Pro Forma Invoice, é como se fosse um contrato em as duas partes, exportador e importador, onde o importador diz que concorda com os termos  apresentado pelo exportador americano. O negócio já foi “selado”, e o exportador americano espera o pagamento conforme acordado. Simples!

Nosso conselho à aqueles que pensam em um dia pedir uma Pro Forma Invoice.

Se por acaso você é importador brasileiro, e passa na sua cabeça pedir uma Pro Forma Invoice ao seu exportador, se tem dúvidas que irá honrar…nem ouse pedir tal documento para não manchar a relação comercial e causar um prejuízo desastroso!

Depois de tudo que você leu, deixamos duas perguntas para finalizar:

Como você acha que um americano adjetiva a empresa que não honra um contrato?
Como você chama ou classifica uma empresa que não honra um contrato?

Friday, July 15, 2011

Qual a dívida dos Estados Unidos? Dona Maria tem a solução!

 Se você nunca clicou nesse site, www.usdebtclock.org vale a pena porque você vai saber o quanto os Estados Unidos esta devendo por segundo e estará devendo não tomando as devidas medidas.

Anote o valor que aparece no lado esquerdo bem no topo no campo US PUBLIC DEBT SUBJECT TO LIMIT, depois  de acabar de ler esse texto, volte ao “relógio”…é assustador.

A máxima quando você deve pouco você tem um problema, não se aplica hoje com a crise financeira americana. Mas a máxima quando você deve muito, quem tem problema é o credor.

O mundo acompanha o que fazer? Imaginamos que muitos “entendidos” estão presentes nessas reuniões. Assim como imaginamos que muitos “entendidos” estavam presentes nas reuniões anteriores e levaram o país a essa situação caótica e incontrolável.

Acredito que se chamarmos a Dona Maria que não entende de política nem de economia, muito menos de compromisso partidário, ela com certeza em cima da sua experiência e praticidade doméstica.irá solucionar o problema americano. Wow!

O país até agosto tem uma receita de US$ 172.4 bilhões de dólares e tem que pagar US$ 306.7 bilhões de dólares, tem um deficit de…ou melhor, está falatando US$ 134.3 bilhões de dólares. Sorry…Dona Maria não entende a palavra deficit!

Dona Maria na sua simplicidade se preocupa com a aposentadoria dela, a saúde, o futuro dos filhos e dos netos. Esse é o mundo dela…e tem muita dificuldade de entender “acordo partidário”, afinal os acordos anteriores levaram a Dona Maria à essa situação; tem dificuldade de entender “recomendação de redução de despesa”, “recomendação para eliminação de desperdício”. Não é melhor fazer do que recomendar? Recomendar depende da boa vontade…

Na caderneta que Dona Maria anota seu orçamento doméstico à lápis, a matemática é bem simples e ela ensina aos filhos.

  • Não gastar mais do que ganha.
  • Eliminar todos os desperdícios.
  • Aprender a dizer não aos impulsos.
  • Não fazer acordo com os aproveitadores.
  • E principalmente ter muito cuidado com as promessas  políticas!

Acho que Dona Maria está com a razão...

Monday, July 4, 2011

Hoje é 4 de julho…o que significa para você?

É uma pena que muitos imigrantes aqui nos Estados Unidos não respeitam essa data que possui um significado tão importante.

Não conseguem entender o que aconteceu no dia 4 de julho de 1776. Não conseguem entender a dimensão da Declaração da Independência escrita por Thomas Jefferson. Só associam essa data à churrasco e passeio no parque.

Muitos vem para cá, e não são poucos, desrespeitam a sociedade, o governo, o sistema e principalmente aqueles que morreram , morrem e ficam aleijados e/ou desfigurados definitivamente para fazer desse país uma grande nação, esnobando assim a liberdade que foi e tem sido conquistada com tanto sacrifício.

Aqui aprendemos que liberdade tem um preço imensurável. Eu mesmo como imigrante quando logo entendi isso há 20 anos atrás, passei a ter maior respeito por qualquer uniforme militar...e não tenho como expressar a minha gratidão à esses heróis.

Do jeito que as coisas vão, não temos melhor coisa a fazer do que respeitar e orar não só pelos Estados Unidos mas por todas as nações. God bless America!

Em homenagem a esse dia, veja esse emocionante video da música PRAY, escrita e composta por Mary Alessi, que com muito orgulho digo ser minha Pastora.