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Thursday, October 22, 2026

Vale a pena morar nos EUA ou no Brasil? Qual o melhor país para viver?


 

Na LIVE realizada ontem, 21 de outubro, em nosso canal no YouTube, eu junto com os advogados Dr. Bruno Monhaler Duarte e Dr. Mikéias Kenid, abordamos uma das questões que mais despertam interesse entre brasileiros que vivem no exterior e aqueles que consideram deixar o Brasil: afinal, vale a pena morar nos Estados Unidos ou é melhor continuar vivendo no Brasil?

Durante o programa, exploramos diversos pontos, mas devido a relevância do assunto, creio que é muito importante, não só repetir mais detalhadamente alguns pontos, mas sim, acrescentar outros. 

Por isso, escrevi esse texto com quinze questões fundamentais envolvendo economia, segurança, saúde, empreendedorismo, liberdade, educação, aposentadoria e qualidade de vida.

Nesta matéria, aprofundei essas reflexões, oferecendo a você leitor diferentes perspectivas para avaliar uma decisão que pode transformar completamente sua vida e o futuro de sua família.

O sonho americano ainda compensa? O Brasil oferece condições para uma vida melhor? Entre oportunidades, segurança, dinheiro, família e qualidade de vida, uma pergunta continua dividindo opiniões: onde realmente vale a pena construir o futuro?

Durante décadas, milhões de brasileiros olharam para os Estados Unidos como a terra das oportunidades, da liberdade econômica e da possibilidade de transformar trabalho em prosperidade. Para muitos, atravessar as fronteiras americanas representava muito mais do que uma mudança de endereço. Era a esperança de conquistar uma vida que, por diferentes razões, parecia distante no Brasil.

Mas os tempos mudaram. O custo de vida americano aumentou, a moradia ficou mais cara em diversas regiões, os serviços de saúde continuam representando uma preocupação financeira e a adaptação de um imigrante nem sempre corresponde à imagem apresentada nas redes sociais.

Por outro lado, o Brasil continua oferecendo vantagens que não podem ser ignoradas: proximidade familiar, identidade cultural, relações sociais, diversidade regional e oportunidades econômicas que, dependendo da profissão e da condição financeira, podem proporcionar uma excelente qualidade de vida.

Afinal, onde se vive melhor? Nos Estados Unidos ou no Brasil?

A resposta é muito mais complexa do que parece. E, para encontrá-la, precisamos abandonar os discursos apaixonados, principalmente vídeos nas redes, e examinar a realidade.

1. Sonho americano ou realidade brasileira: ainda vale a pena deixar o Brasil?

Sim, pode valer muito a pena. Mas não para todos.

Os Estados Unidos continuam oferecendo um mercado consumidor gigantesco, oportunidades profissionais, acesso a tecnologias e um ambiente empresarial que favorece a expansão de negócios.

Entretanto, mudar de país sem planejamento financeiro, conhecimento do idioma, situação imigratória adequada e compreensão do mercado de trabalho pode transformar um sonho em um enorme problema.

O Brasil, por sua vez, também oferece oportunidades, especialmente para profissionais qualificados, empresários e pessoas que já possuem uma estrutura familiar e financeira consolidada.

A grande questão não é simplesmente sair do Brasil. É saber exatamente o que se pretende conquistar ao chegar aos Estados Unidos.

2. Dinheiro no bolso: R$ 10 mil no Brasil ou US$ 5 mil nos Estados Unidos?

Um dos cortes do vídeo que gerou essa LIVE quando gravado em Ribeirão Preto durante a minha visita em setembro, teve mais de 1 milhão de visualizações, daí o interesse no assunto.

À primeira vista, ganhar US$ 5 mil mensais parece uma vantagem extraordinária quando convertido para reais.

Mas essa comparação pode ser enganosa.

Nos Estados Unidos, despesas com moradia, seguros, saúde, transporte, impostos e educação podem consumir uma parcela significativa da renda familiar. Dependendo da cidade, US$ 5 mil mensais podem representar um orçamento bastante apertado, especialmente para uma família com filhos.

No Brasil, alguém que recebe R$ 10 mil mensais pode desfrutar de um padrão de vida confortável em determinadas cidades, embora esse valor também possa ser insuficiente em regiões mais caras.

Além disso, é fundamental distinguir salário bruto de salário líquido, considerar o número de dependentes e avaliar o custo real de cada localidade.

Na minha matemática, não importa apenas quanto você ganha. Importa quanto sobra depois de pagar as contas e o que esse dinheiro proporciona em qualidade de vida.

3. Qualidade de vida: casa maior e carro melhor significam viver melhor?

Nem sempre.

Uma residência confortável, um automóvel moderno e acesso a bens de consumo são conquistas importantes. Mas qualidade de vida não pode ser medida exclusivamente pelo patrimônio material.

Tempo disponível para a família, saúde física e emocional, amizades, lazer, segurança e satisfação profissional também precisam entrar nessa equação.

Existem brasileiros nos Estados Unidos com excelentes condições financeiras, mas que trabalham tantas horas que praticamente não desfrutam daquilo que conquistaram.

Da mesma forma, existem brasileiros no Brasil com patrimônio mais modesto, mas que desfrutam de uma vida social e familiar extremamente satisfatória.

Prosperidade não deve ser confundida com consumo. Viver melhor significa também ter tempo e liberdade para aproveitar a própria vida.

4. Segurança pública: quanto vale sair de casa com tranquilidade?

Segurança é um dos fatores mais importantes na decisão de imigrar.

Em muitas comunidades americanas, a percepção de segurança, a infraestrutura urbana e a previsibilidade das rotinas proporcionam tranquilidade aos moradores.

Entretanto, os Estados Unidos também enfrentam problemas com criminalidade, violência armada e diferenças significativas de segurança entre cidades e bairros, principalmente nos estados democratas!

O Brasil enfrenta desafios históricos relacionados à violência, mas também possui localidades com bons indicadores de segurança e excelente qualidade de vida.

Para uma família que vive constantemente preocupada com assaltos, violência ou restrições à liberdade de circulação, a mudança pode representar um benefício extraordinário.

Mas surge outra pergunta: quanto vale essa tranquilidade quando o preço é ficar distante dos pais, filhos, irmãos e amigos?

Essa é uma decisão que nenhuma estatística consegue responder individualmente.

5. Saúde: o sistema americano é realmente melhor que o brasileiro?

Esta talvez seja uma das comparações mais delicadas.

Os Estados Unidos possuem hospitais de referência internacional, centros de pesquisa avançados e acesso a tratamentos e tecnologias médicas de ponta.

O grande desafio está no custo e no acesso.

Mesmo pessoas que possuem seguro-saúde podem enfrentar franquias, coparticipações, limitações de cobertura e despesas significativas.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento universal, enquanto os planos privados representam uma alternativa para quem deseja outras opções de acesso.

Entretanto, filas, diferenças regionais, disponibilidade de especialistas e qualidade dos serviços também precisam ser considerados.

O sistema americano pode oferecer atendimento de excelência, mas sua utilização depende muito das condições de cobertura e da capacidade financeira do paciente.

A pergunta correta não é apenas qual país possui os melhores hospitais, mas onde você consegue obter o atendimento necessário, no momento necessário, sem comprometer sua estabilidade financeira.

E dependendo do seu estilo de vida, no Brasil você come muito melhor do que aqui nos Estados Unidos. O acesso a vegetais, frutas frescas e ervas é muito mais fácil do que aqui. Acredite nisso!

6. Empreendedorismo: onde é mais fácil abrir uma empresa e prosperar?

Sob a perspectiva empresarial, os Estados Unidos oferecem vantagens importantes.

A dimensão do mercado consumidor, a disponibilidade de fornecedores, a infraestrutura logística, o acesso a serviços especializados e a existência de regras empresariais relativamente previsíveis em muitas atividades favorecem o empreendedorismo.

Em diversos estados americanos, abrir uma empresa pode ser um processo administrativo relativamente simples.

Mas abrir uma empresa não significa construir um negócio lucrativo.

O empresário precisa compreender legislação, impostos, seguros, contratação de funcionários, concorrência, marketing, distribuição e comportamento do consumidor.

O Brasil, apesar de seus desafios tributários e burocráticos, também possui um mercado interno expressivo e oportunidades em inúmeros setores.

E existe uma realidade que merece atenção especial:

O empresário brasileiro que não compreende custos, margens de lucro, capital de giro e comportamento do consumidor dificilmente resolverá essas deficiências simplesmente abrindo uma empresa nos Estados Unidos.

A mudança de país não substitui a competência empresarial.

7. Impostos e burocracia: onde o cidadão recebe mais pelo que paga?

Nos dois países, os cidadãos convivem com obrigações tributárias, mas os sistemas possuem características diferentes.

O Brasil apresenta uma estrutura tributária complexa, com tributos federais, estaduais e municipais e mudanças decorrentes da reforma tributária.

Nos Estados Unidos, também existem impostos federais, estaduais e locais, com diferenças importantes conforme o estado e a situação do contribuinte.

O cidadão precisa considerar não apenas a carga tributária, mas também aquilo que recebe em contrapartida.

Infraestrutura, educação pública, segurança, transporte, saúde e serviços governamentais devem fazer parte dessa avaliação.

Há ainda um detalhe frequentemente ignorado: nos Estados Unidos, determinadas despesas que podem estar incluídas ou subsidiadas por serviços públicos no Brasil precisam ser assumidas diretamente pelas famílias.

Portanto, comparar apenas alíquotas de impostos pode produzir conclusões equivocadas.

8. Educação e futuro dos filhos: onde estão as melhores oportunidades?

Para muitas famílias, o futuro dos filhos é o principal motivo para emigrar.

Os Estados Unidos oferecem universidades de prestígio internacional, oportunidades de pesquisa, formação técnica, programas de estágio e um mercado profissional diversificado.

Entretanto, a qualidade das escolas varia bastante conforme a região, e o ensino superior pode representar um investimento elevado.

O Brasil também possui instituições de ensino de excelência, universidades públicas e profissionais reconhecidos internacionalmente.

O diferencial pode estar nas oportunidades que surgem depois da formação acadêmica, no acesso a determinados setores econômicos e na possibilidade de desenvolver uma carreira internacional.

Mas é preciso considerar outro fator: crianças e adolescentes também enfrentam desafios de adaptação cultural, idioma e integração social.

Uma boa educação abre portas. Mas são a preparação, a disciplina, as competências e as oportunidades concretas que ajudam a determinar até onde uma pessoa pode chegar.

9. Liberdade individual: onde é mais fácil trabalhar, empreender e construir patrimônio?

Liberdade é um conceito amplo. Da mesma maneira sucesso e qualidade de vida.

Ela envolve direitos individuais, liberdade de expressão, segurança jurídica, autonomia econômica, direito à propriedade e possibilidade de realizar escolhas.

Brasil e Estados Unidos possuem garantias constitucionais, instituições democráticas e sistemas jurídicos distintos.

Os Estados Unidos possuem uma tradição de proteção à liberdade de expressão e à atividade econômica, embora também existam regulamentações, obrigações legais e limitações que variam conforme a atividade e a jurisdição.

O Brasil igualmente garante direitos fundamentais, mas enfrenta debates sobre burocracia, segurança jurídica, atuação institucional e ambiente de negócios.

Para o cidadão comum, a discussão deve ir além das preferências políticas.

Liberdade também significa ter condições reais de trabalhar, investir, expressar opiniões dentro da lei e planejar o futuro sem viver permanentemente preocupado com mudanças inesperadas nas regras.

10. O preço da imigração: vale a pena abandonar uma vida confortável?

Esta é uma das perguntas que deveriam ser feitas antes de qualquer decisão.

Imagine um brasileiro que possui uma boa residência, emprego estável, amigos, familiares próximos e uma rotina confortável.

Ao emigrar, poderá precisar começar profissionalmente em uma posição inferior àquela que ocupava no Brasil.

Talvez tenha que aprender outro idioma, reconstruir sua rede de relacionamentos, compreender novas regras e enfrentar anos de adaptação.

Isso não significa que a mudança seja um erro.

Significa que o processo possui custos financeiros, profissionais e emocionais que precisam ser reconhecidos.

Para alguém que busca novas oportunidades, esses sacrifícios podem representar um investimento no futuro.

Para quem já possui estabilidade e satisfação pessoal no Brasil, a decisão exige uma análise ainda mais cuidadosa.

Nem toda mudança representa progresso. E nem toda permanência significa falta de ambição.

11. Aposentadoria: onde é melhor envelhecer?

A resposta depende de fatores que vão muito além do valor da aposentadoria.

Nos Estados Unidos, infraestrutura, serviços, organização urbana e acesso a determinados recursos podem favorecer a qualidade de vida na terceira idade.

Entretanto, custos médicos, seguros, moradia e cuidados de longa duração podem representar desafios importantes.

No Brasil, a proximidade familiar, o convívio social, a cultura e a possibilidade de contratar determinados serviços por custos menores podem tornar a aposentadoria mais atraente para algumas pessoas.

Também é necessário avaliar os benefícios previdenciários efetivamente disponíveis em cada país, o patrimônio acumulado e as condições de saúde.

Para quem construiu uma família e raízes nos Estados Unidos, retornar ao Brasil pode significar afastar-se justamente das pessoas mais importantes de sua vida.

Para outros, voltar à terra natal representa a realização de um sonho.

O melhor lugar para envelhecer pode não ser aquele onde o dinheiro rende mais, mas aquele onde você deseja viver os anos mais preciosos da sua vida. E quanto mais a idade avança, essa afirmação se tornar uma verdade. 

12. Oportunidades profissionais: o diploma brasileiro vale nos Estados Unidos?

Depende da profissão, da experiência e das exigências legais.

Os Estados Unidos oferecem oportunidades em tecnologia, engenharia, saúde, logística, comércio internacional, serviços e inúmeras outras atividades.

Entretanto, algumas profissões regulamentadas exigem validação de diplomas, licenças profissionais, exames ou formação complementar.

Além disso, o domínio do inglês e a situação imigratória podem determinar quais oportunidades estarão realmente disponíveis.

Um profissional altamente qualificado no Brasil não deve presumir que encontrará imediatamente uma posição equivalente nos Estados Unidos.

Da mesma forma, permanecer no Brasil não impede a construção de uma carreira bem-sucedida, inclusive com atuação internacional.

O segredo está em compreender a demanda do mercado, as qualificações necessárias e as possibilidades reais de crescimento.

13. Política e estabilidade econômica: quanto isso influencia nossa vida?

Muito mais do que algumas pessoas imaginam.

Decisões governamentais influenciam inflação, tributação, investimentos, relações comerciais, empregos, crédito, imigração e planejamento empresarial.

Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos passam por ciclos políticos e econômicos que afetam empresas e famílias.

A diferença está na maneira como essas mudanças repercutem em cada setor, região e perfil de contribuinte.

Para o empresário, previsibilidade é fundamental.

Investimentos são realizados com expectativas de retorno futuro. Quando regras mudam inesperadamente ou os custos se tornam difíceis de prever, aumenta o risco das decisões.

Entretanto, nenhum país está imune a crises econômicas, disputas políticas ou mudanças regulatórias.

O cidadão deve avaliar a solidez das instituições, o ambiente de negócios e a capacidade de planejamento de longo prazo, sem transformar essa análise em uma disputa de paixões partidárias.

14. A ilusão das redes sociais: os influenciadores mostram a verdadeira América?

Nem sempre. Uma grande maioria vende ilusão; e hoje com o I.A., todo cuidado é pouco. 

As redes sociais frequentemente apresentam casas bonitas, automóveis novos, viagens, supermercados abastecidos e histórias de sucesso.

Tudo isso pode fazer parte da vida americana.

Mas existe uma realidade que nem sempre aparece nas fotografias e nos vídeos.

São os custos dos seguros, as contas mensais, a solidão, as dificuldades com o idioma, os problemas imigratórios, os desafios profissionais e as longas jornadas de trabalho.

Naturalmente, também existem influenciadores que apresentam informações equilibradas e experiências autênticas.

O problema começa quando experiências individuais são apresentadas como se representassem a realidade de todos os imigrantes.

Uma pessoa que prosperou nos Estados Unidos não prova que todos conseguirão o mesmo resultado.

Da mesma forma, alguém que fracassou não demonstra que o país deixou de oferecer oportunidades.

Antes de acreditar no estilo de vida apresentado nas redes sociais, procure compreender o que existe por trás das câmeras.

Tentar conhecer a história do "influencer", é fundamental para saber para quem você empresta teus ouvidos e a mente. 

15. A pergunta definitiva: se dinheiro não fosse problema, onde você escolheria viver?

Agora chegamos à questão mais importante de todas.

Imagine que você tenha estabilidade financeira, acesso à saúde, segurança, liberdade e condições de proporcionar uma excelente educação aos seus filhos.

Imagine também que não exista qualquer obrigação profissional ou financeira determinando onde você precisa morar.

Você escolheria viver no Brasil ou nos Estados Unidos?

Talvez a resposta revele algo que nenhuma comparação econômica consiga explicar.

Algumas pessoas escolheriam os Estados Unidos pela cultura, pelas oportunidades, pelo ambiente de negócios ou pelo estilo de vida.

Outras escolheriam o Brasil pela família, pelas amizades, pelo clima, pelas tradições e pelo sentimento de pertencimento.

E muitas pessoas gostariam de dividir suas vidas entre os dois países.

Essa última possibilidade, aliás, merece atenção: para quem possui condições financeiras, familiares e imigratórias adequadas, construir uma vida conectada aos dois países pode representar uma alternativa interessante.

Afinal, não é obrigatório enxergar Brasil e Estados Unidos como escolhas mutuamente excludentes.


A grande reflexão: o problema é o país ou a preparação de quem deseja prosperar?

Depois de analisar essas quinze questões, chegamos a uma conclusão importante.

Talvez a pergunta correta não seja qual país é melhor, mas qual país oferece as melhores condições para aquilo que você deseja conquistar na vida.

Um jovem profissional em busca de oportunidades internacionais pode ter prioridades completamente diferentes das de um empresário consolidado, de uma família com filhos pequenos ou de um aposentado.

Da mesma forma, uma pessoa que valoriza a proximidade familiar pode tomar decisões muito diferentes de alguém cuja principal ambição seja construir uma empresa internacional.

Não existe uma resposta universal. Costumo dizer que é uma resposta individual. E como Consultor Empresarial, nunca interferir na decisão dos meus clientes, simplesmente os ouço com muita atenção, e em cima do que eles me contam, opino apresentando as melhores opções, e deixo eles decidirem.

Existe, porém, uma pergunta que considero indispensável para qualquer brasileiro que pensa em emigrar:

O brasileiro que não conseguiu prosperar no Brasil está realmente preparado para prosperar nos Estados Unidos? Ou acredita que simplesmente mudar de país resolverá seus problemas?

Essa pergunta pode incomodar, mas precisa ser feita.

Mudar de país pode ampliar oportunidades. Não elimina automaticamente problemas de planejamento, falta de qualificação, dificuldades de administração financeira ou ausência de disciplina.

O mercado americano oferece possibilidades, mas também cobra competência, produtividade, adaptação e capacidade de competir.

Por outro lado, alguém que não encontrou oportunidades adequadas no Brasil pode descobrir nos Estados Unidos um ambiente mais favorável às suas habilidades e ambições.

O fundamental é reconhecer a diferença entre uma oportunidade concreta e uma expectativa sem fundamento.

Brasil ou Estados Unidos: afinal, qual é o vencedor?

Talvez nenhum dos dois. Ou talvez ambos, dependendo da pessoa que responde.

O Brasil não é um país sem oportunidades, assim como os Estados Unidos não são uma garantia automática de prosperidade.

Cada país apresenta vantagens, limitações, riscos e possibilidades.

O verdadeiro desafio está em identificar onde seus conhecimentos, recursos, objetivos, valores e circunstâncias pessoais encontram as melhores condições para produzir resultados.

E existe uma última reflexão que merece ser levada para a vida:

Não basta morar em um país de oportunidades. É preciso estar preparado para reconhecê-las, conquistá-las e transformá-las em realizações.

Porque, no final das contas, a melhor escolha não deve ser determinada por uma bandeira, mas pelo futuro que cada pessoa deseja construir.

Se você não viu a LIVE que inspirou esse texto, assista na íntegra onde divido o painel com os advogados Dr. Bruno Monhaler Duarte e Dr. Mikéias Kenid, diretamente de Ribeirão Preto, SP clicando no link Vale a pena morar nos EUA? Ou no Brasil? Qual o melhor? 

Friday, October 9, 2026

Do Brasil para o Walmart: A história da Rock, Amor e Pizza nos EUA

Guga Galvão, fundador e CEO da Rock, Amor e Pizza de Cuiabá Mato Grosso conquistou um espaço precioso no Walmart americano. 

Com muita estratégia e perseverança, Galvão foi entrevistado por Richard W. Sanchez no seu Canal de Consultoria e Negócios com os Estados Unidos. 

Nessa LIVE, Galvão contou a sua história até chegar na glória. Contou a preparação, os desafios, a espera, a expectativa e a celebração, escrevendo assim o seu nome no maior e mais competitivo mercado do mundo, e dando muito orgulho ao empresário brasileiro. 

Galvão tem como filosofia empresarial: Enxergar oportunidades onde a maioria só enxerga o caos!

Veja essa bela história de sucesso de um brasileiro nos EUA. 

Do Brasil para o Walmart: A história da Rock, Amor e Pizza nos EUA

Contatos com Guga Galvão e a Rock, Amor e Pizza

Instagram @GugaVirtual

website: https://www.rockamorepizzas.com

Thursday, August 13, 2026

Massachusetts elimina limite gestacional para o aborto

 


Quando você pensa que já viu tudo da agenda "demoniocrata", não! Você não viu! Ainda tem mais.

A governadora democrata Maura Healey sancionou uma ampla legislação que elimina o limite gestacional anteriormente aplicado ao aborto no estado muito democrata ou deep blue, azul profundo, como se chama aqui, devido as cores do partido, no estado de Massachusetts. 

Com a mudança, o estado passa a integrar o grupo de jurisdições americanas, hoje totalizando 10 dos 50 estados, sem uma proibição baseada especificamente no estágio da gravidez. Em termos percentuais, 20% dos estados americanos!

Com a aprovação dessa legislação Massachusetts junta-se aos outro 9 estados. A saber:  Alaska, Colorado, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jersey, Novo México, Oregon e Vermont. O Distrito de Columbia onde fica Washington, capital do país, também adota posição semelhante.

Antes da nova lei, abortos após 24 semanas eram permitidos apenas em circunstâncias determinadas, como risco à vida ou à saúde da gestante e graves condições fetais. Agora, o procedimento poderá ser realizado com base no "julgamento profissional do médico". A pergunta é que critério será esse de julgar quem vive e quem morre?

Depois do que o mundo assistiu e tem descoberto sobre a manipulação da indústria farmacêutica, da indústria médica e da política a nível mundial durante e após a pandemia, isso sem considerer a postura do Anthony Fauci que nem quero classificar, temos todo o direito questionar quem quer que seja.

Essa demoníaca legislação entrará em vigor 90 dias após sua assinatura.

Logo, poderemos ver o que em 2019 tentaram na Virgínia com o apoio do governador democrata Ralph Northam, apoiando a mãe matar o bebê caso estivesse arrependida. Você não leu errado! Ele nega, mas a imagens que viralizaram dele confessando e explicando durante o podcast, o condena! Detalhe: na época não existia I.A. Foi ele mesmo!

Healey defendeu que decisões dessa natureza devem permanecer entre a mulher, sua família e os profissionais de saúde, sem interferência de políticos. Podemos ou não ver um tribunal montado?!

Segundo a governadora, a mudança permitirá que pacientes enfrentando complicações médicas graves no final da gravidez sejam atendidas em Massachusetts, sem precisar viajar para outros estados.

Essas "complicações médicas graves", podem ser psicológicos? Distúrbios mentais da mãe pela falta de preparo pelos desafios que se apresenta seja ele qual for a natureza?

Críticos classificam a medida como uma autorização legal para o “aborto até o nascimento”, argumentando que a retirada do limite gestacional reduz proteções ao nascituro, especialmente depois da viabilidade fetal.

A organização Susan B. Anthony | SBA Pro-Life America condenou a decisão e voltou a defender a criação de um padrão federal mínimo de proteção à vida.

A controvérsia evidencia a profunda divisão americana após a Suprema Corte revogar Roe v. Wade em 2022. Enquanto estados conservadores adotam proibições ou limites rigorosos, estados liderados por democratas ampliam a autonomia médica e o acesso ao aborto.

 O resultado é um país com legislações radicalmente diferentes sobre uma das questões morais, médicas e políticas mais sensíveis de sua história.

Saturday, August 8, 2026

O que saber sobre as novas aulas de história do comunismo nas escolas da Flórida


 Devido ao levante comunista nos Estados Unidos, as escolas públicas da Flórida, um estado republicano e não democrata, começarão a implementar, no ano letivo de 2026–2027, um novo currículo dedicado à História do Comunismo. A iniciativa decorre da lei SB 1264, aprovada pelo Legislativo estadual e sancionada pelo governador republicano Ron DeSantis em 2024.

A legislação determina que os estudantes aprendam sobre as atrocidades, os fracassos econômicos e o sofrimento humano provocados por regimes comunistas ao longo da história. Os novos padrões educacionais foram aprovados pelo Conselho de Educação da Flórida e desenvolvidos por professores e especialistas em conteúdo do estado.

Segundo o comissário de Educação, Anastasios Kamoutsas, diante do ressurgimento de ideologias comunistas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, tornou-se ainda mais importante que os alunos compreendam as consequências desses regimes.

O conteúdo será incorporado às disciplinas de estudos sociais entre o sexto ano do ensino fundamental e o último ano do ensino médio. As aulas abordarão movimentos comunistas na Rússia, China, Cuba, América Latina e nos próprios Estados Unidos. Cm certeza quando começar a ensinar sobre o comunismo na América Latina, alguns personagens da política brasileira entrarão nos livros didáticos americanos e ficarão "famosos"!

O programa também incluirá comparações entre comunismo, totalitarismo e sistemas democráticos; censura à imprensa e à liberdade religiosa; repressão ao pensamento político divergente; planejamento econômico centralizado; violência política; e os acontecimentos econômicos, industriais e sociais que normalmente antecederam revoluções comunistas.

No sexto ano, os estudantes analisarão antigas sociedades comunitárias, incluindo Esparta e Roma. Entre os temas estarão a dependência do trabalho escravo, o sistema educacional e militar espartano, as grandes propriedades romanas e as limitações ao comércio e à inovação.

No sétimo ano, o foco será o impacto dos governos comunistas sobre as liberdades individuais, a participação política e a economia. Os alunos estudarão a censura e os fracassos do planejamento central, como os Planos Quinquenais da União Soviética e o Grande Salto Adiante da China.

No oitavo ano, o currículo examinará experiências coletivistas na história americana, como Jamestown, a Colônia de Plymouth e o experimento utópico de Brook Farm. Também serão discutidas a falta de incentivos ao trabalho, a escassez de alimentos e a posterior adoção da propriedade privada.

Para os estudantes do ensino médio, do nono ao décimo segundo ano, os padrões são consideravelmente mais extensos, ocupando cerca de 30 páginas.

Com a SB 1264, o governo Ron DeSantis pretende garantir que os jovens conheçam não apenas a teoria comunista, mas também seus resultados históricos, políticos, econômicos e humanos.

Thursday, August 6, 2026

Nunca coma sozinho. Entenda o networking estratégico nos Estados Unidos

 


Acabei de postar um video no meu canal do YouTube inspirado no livro com o título americano, traduzido literalmente como: Nunca coma sozinho.

O livro é tido como um dos maiores clássicos sobre networking e construção de relacionamentos profissionais nos EUA. O autor foi Keith Ferrazzi, em coautoria com Tahl Raz. O nome original em inglês, Never Eat Alone: And Other Secrets to Success, One Relationship at a Time.

Em português, ele foi publicado com títulos ligeiramente diferentes dependendo da editora e do país, como: Nunca Almoce Sozinho. Nunca Almoce Sozinho: e outros segredos para construir relacionamentos que fazem a diferença

O conceito central do livro, é simples, porém poderosa:

O sucesso profissional não é determinado apenas por competência técnica, mas principalmente pela qualidade e profundidade dos relacionamentos que você constrói.

Ele combate a visão tradicional de networking como algo interesseiro. Em vez disso, ensina que as melhores conexões surgem quando você:

  • ajuda pessoas antes de precisar delas;
  • cria relacionamentos genuínos e duradouros;
  • conecta pessoas entre si;
  • mantém contato regularmente;
  • compartilha conhecimento e oportunidades.

Never Eat Alone pasar ser uma leitura praticamente obrigatória. Esse livro não ensina apenas a conhecer pessoas; ensina a transformar relacionamentos em um ativo estratégico de longo prazo.

No video gravado, resumidamente, citei 10 Lições de "Nunca Coma Sozinho" ou “Nunca Almoce Sozinho”. O link do vídeo no final da matéria. 

Vamos aos 10 pontos e o link do video no final da matéria.

1. O seu patrimônio está na sua rede de relacionamentos

O verdadeiro capital de uma pessoa não é apenas dinheiro ou conhecimento, mas a qualidade das pessoas que ela conhece e que confiam nela.

2. Networking não é vender. É servir.

As melhores conexões surgem quando você ajuda primeiro, sem esperar retorno imediato. Quem gera valor naturalmente cria oportunidades.

3. Nunca construa relacionamentos apenas quando precisar

A maioria das pessoas procura contatos somente durante uma crise. Os relacionamentos mais fortes são cultivados continuamente.

4. Seja genuinamente interessado nas pessoas

Faça perguntas, escute com atenção, lembre-se de detalhes importantes e demonstre interesse sincero pela trajetória dos outros.

5. Compartilhe conhecimento e oportunidades

Quem conecta pessoas, indica negócios e compartilha informações úteis torna-se uma referência valiosa dentro da própria rede.

6. Sua reputação chega antes de você

Competência abre portas, mas confiança mantém essas portas abertas. A reputação é construída por pequenas atitudes consistentes ao longo do tempo.

7. Amplie sua rede de forma estratégica

Não basta conhecer muitas pessoas. Procure relacionamentos que complementem suas competências e expandam sua visão de mercado.

8. Mantenha contato regularmente

Networking não termina após trocar cartões ou adicionar alguém no LinkedIn. O relacionamento precisa ser alimentado com conversas, encontros e acompanhamento.

9. Aprenda a pedir ajuda

Pessoas bem-sucedidas não fazem tudo sozinhas. Elas sabem pedir orientação, apresentar ideias e envolver outras pessoas em seus projetos.

10. O sucesso é um esporte coletivo

As maiores oportunidades de negócios, carreira e crescimento raramente acontecem isoladamente. Elas surgem por meio das pessoas que caminham ao seu lado.

Conclusão para o vídeo.

O grande ensinamento de Nunca Almoce Sozinho é que networking não é acumular contatos. É construir confiança. Pessoas fazem negócios com pessoas em quem confiam. E essa confiança não nasce em uma reunião de vendas; ela é construída ao longo do tempo, por meio de relacionamentos genuínos.

Uma observação que considero muito importante.

Há um ponto em que eu iria além do próprio livro. Ferrazzi enfatiza a quantidade e a qualidade dos relacionamentos. No entanto, no mercado de alto valor, especialmente em negócios internacionais, private wealth e grandes operações, a qualidade supera a quantidade de forma decisiva.

É melhor ter 20 relacionamentos profundos com pessoas que decidem do que 2.000 contatos superficiais. A influência está muito mais ligada à credibilidade e ao acesso do que ao tamanho da agenda.

Lendo o livro concluimos a máxima americana no mundo empresarial: o teu networking é a tua riqueza. Your networking is your networth.

Veja video e entenda.

5 de agosto de 2026 Nunca coma sozinho. O poder do NETWORKING ESTRATÉGICO https://youtu.be/OjL2oyeBWB0

Thursday, July 9, 2026

As 50 maiores invenções dos EUA em 250 anos

 


Os Estados Unidos estão completando 250 anos de história. E quando olhamos para esses dois séculos e meio, uma coisa fica muito clara: a força da América não veio apenas do seu território, do seu poder militar ou da sua economia. Veio também da sua capacidade extraordinária de inventar, desenvolver, aprovar, comercializar e escalar ideias que mudaram o mundo.

Quando falamos das maiores invenções desenvolvidas nos Estados Unidos, não estamos falando apenas de produtos. Estamos falando de transformação de civilizações.

Pense na lâmpada elétrica prática de Thomas Edison. Pense no telefone de Alexander Graham Bell. Pense no avião dos Irmãos Wright. Pense na linha de montagem de Henry Ford, que tornou o automóvel acessível e mudou para sempre a indústria mundial.

Depois vieram as tecnologias que criaram o mundo moderno: o transistor, o circuito integrado, o microprocessador, o computador pessoal, a internet, o GPS, o Google, o smartphone, a computação em nuvem e agora a inteligência artificial.

A América não apenas criou invenções. A América criou plataformas de transformação.

Na medicina, os Estados Unidos ajudaram a revolucionar o diagnóstico, o tratamento e a expectativa de vida. Ressonância magnética, tomografia computadorizada moderna, marcapasso implantável, desfibrilador, insulina por engenharia genética, vacinas de mRNA, cirurgia robótica, terapia gênica e sequenciamento de DNA. Isso não é pouca coisa. Isso é vida sendo prolongada, sofrimento sendo reduzido e ciência sendo aplicada em escala.

Na área espacial e militar, o impacto também é gigantesco. O Programa Apollo colocou o homem na Lua. O Saturn V mostrou ao mundo o poder da engenharia americana. O Space Shuttle abriu uma nova era espacial. A SpaceX levou esse conceito adiante com foguetes reutilizáveis. Além disso, satélites de comunicação, GPS, aviões stealth, drones modernos, visão noturna, radar Doppler e mísseis guiados mudaram completamente a defesa, a navegação, a agricultura, a logística e até a vida comum de qualquer pessoa com um celular na mão.

E não podemos esquecer as invenções do dia a dia: forno de micro-ondas, cartão de crédito moderno, caixa eletrônico, código de barras, fotocopiadora Xerox, impressora a laser, Post-it, Teflon, Kevlar e impressão 3D. Muitas vezes, essas invenções parecem simples, mas elas mudaram a forma como compramos, trabalhamos, cozinhamos, protegemos vidas e produzimos.

Na minha avaliação, cinco invenções americanas estão entre as mais impactantes da história moderna: o avião, o microprocessador, a internet, o GPS e o smartphone moderno. Essas cinco mudaram transporte, comunicação, defesa, comércio, educação, negócios e comportamento humano.

Mas aqui está o ponto principal: a grande diferença dos Estados Unidos não foi apenas inventar. Foi criar um ambiente onde invenções podem virar empresas, empresas podem virar indústrias, e indústrias podem virar poder nacional.

Esse é o verdadeiro segredo americano: liberdade econômica, proteção à propriedade intelectual, mercado de capitais, universidades fortes, cultura empreendedora, ambiente competitivo e capacidade de escalar.

Por isso, quando celebramos 250 anos dos Estados Unidos, não estamos celebrando apenas uma data histórica. Estamos celebrando uma nação que transformou ideias em progresso, ciência em riqueza, tecnologia em poder e inovação em influência global.

Os Estados Unidos provaram ao mundo que uma boa ideia, dentro do ambiente certo, pode mudar a história.

E essa talvez seja uma das maiores invenções da própria América: um sistema que permite que pessoas comuns criem coisas extraordinárias.

Monday, June 1, 2026

ISO 9001 não garante sucesso nos EUA


Você já reparou a facilidade que o Brasil fala de ISO 9001? Eu sempre me perguntei sobre isso. 

Acontece que quando vejo a quantidade de empresas certificadas no Brasil, e vejo o que muitas fazem aqui nos EUA, me reservo ao direito de questionar. 

Durante décadas, muitas empresas brasileiras passaram a enxergar a certificação ISO 9001 como símbolo máximo de profissionalismo e credibilidade. Podemos dizer status?

Sem dúvida, a certificação representa organização, padronização de processos e compromisso com qualidade. O problema começa quando empresários confundem ISO com preparo real para competir no mercado americano.

O Brasil possui aproximadamente 19 mil certificações ISO 9001 ativas. Já os Estados Unidos, mesmo sendo a maior economia do planeta e possuindo um parque industrial infinitamente maior, possuem cerca de 30 mil certificações. 

Podemos afirmar que é uma diferença relativamente pequena diante do poderio econômico americano perante o brasileiro. 

Isso levanta uma pergunta desconfortável: por que tantas empresas brasileiras certificadas ainda fracassam quando tentam exportar para os EUA? Foi o mencionado no início da matéria.

A resposta é simples: ISO não substitui cultura empresarial internacional.

Nos Estados Unidos, o comprador corporativo não quer apenas qualidade. Ele quer previsibilidade; e isso o exportador brasileiro deixa a desejar. Quer prazo cumprido, resposta rápida, documentação impecável, compliance, logística eficiente e capacidade de escala. 

O americano não quer “acompanhar” fornecedor. Ele quer segurança operacional! Isso é fato.

Muitas empresas brasileiras possuem ISO no papel, mas não na cabeça do dono como dizia meu querido e saudoso pai. Continuam operando de forma emocional, centralizada no dono e sem mentalidade internacional. 

Algumas ainda confundem networking com amizade, acreditam que participar de feira gera vendas automáticas e entram no mercado americano sem presença local, sem estratégia comercial e sem entender a cultura de negócios dos EUA. Sem entender A maneira americana de fazer negócios, o THE American Way of Doing Business.

Outro choque cultural importante é que, enquanto no Brasil a ISO ainda impressiona, nos Estados Unidos ela muitas vezes é vista apenas como obrigação básica. Dependendo do setor, possuir ISO 9001 não diferencia ninguém. É apenas o mínimo esperado.

Por isso, não é raro ver empresas brasileiras tecnicamente excelentes fracassando nos EUA, enquanto empresas americanas medianas dominam o mercado. Muitas vezes, a diferença não está no produto, mas na execução comercial, operacional e cultural.

No fim do dia, o mercado americano compra menos discurso e mais previsibilidade. 

Thursday, May 28, 2026

Internacionalizar a sua franquia para os EUA: Crescimento ou suicídio?


Dia de de maio de 2026, diretamente dos EUA, Richard W. Sanchez da Moriah International, Inc, esse blogger, teve o prazer de entrevistar durante uma LIVE o Advogado e Consultor Empresarial LuÍs Rodolfo Cruz e Creuz.

O debate foi em cima desse processo de internacionalização de empresas brasileiras para os Estados Unidos, no caso específico, franquias.

A LIVE foi recheada com tantas informações riquíssimas para qualquer empresário que considera o mercado americano como destino final, que passamos mais de 30 minutos dos 60 minutos previstos.

Veja vídeo clicando no link e compartilhe. Obrigado.

Internacionalizar a sua franquia para os EUA: Crescimento ou suiicídio?

Internacionalizar a sua franquia para os EUA: Crescimento ou suicídio

Networking não é Happy Hour. EUA x Brasil




O Advogado e Professor Mauro Moreira de Oliveira Freitas, CEO da GBG Network Ltda, debateu junto com esse blogger, Richard W. Sanchez da Moriah International, Inc, diretamente de Miami na Flórida, um tema muito discutido entre os profissionais brasileiros que querem se reunir.fora do escritório, ou seja para um business lunch ou after hours, sobre qual a diferença do networking do Brasil para o dos Estados Unidos. 

E mais, como o título carregou o nome Networking não é Happy Hour. EUA x Brasil, com um papo muito descontraído e rico, a LIVE teve uma audiência acima da esperada.

Veja essa LIVE clicando no link. Networking não é Happy Hour. EUA x Brasil

Tuesday, April 21, 2026

O luxo chegando na Cidade do Doral mais uma vez

 


A palavra ‘ritz” em inglês quer dizer ostentação, uma demonstração pretenciosa de elegância e luxo. E sabemos, que é usada de diversas maneiras, não só no estilo de vida mas como também no apelo comercial. Seja no ramo hoteleiro ou residencial.

Dito isto, como não poderia deixar de ser, aqui mesmo na Cidade do Doral, Condado de Miami-Dade no Sul da Flórida, um novo empreendimento residencial de luxo de uso misto, o Ritz Sky Mansions, está previsto para ser desenvolvido muitíssimo em breve.

Aos que são familiarizados com a região, estará ocupando aproximadamente cinco acres de uma área atualmente utilizada como estacionamento, onde já funcionam os hotéis Aloft Miami Doral e Element Miami Doral, mais precisamente 3285 NW 107 Ave. Será um edifício de oito andares com 69 unidades residenciais de alto padrão,

Além das unidades residenciais, o empreendimento contará com cerca de 5.000 pés quadrados destinados a escritórios, estacionamento estruturado, arquitetura contemporânea, bicicletários, áreas paisagísticas, passarelas para pedestres, instalações de arte pública e também acomodará vagas de estacionamento para os hotéis já existentes no local.

O projeto Ritz Sky Mansion, afirma que terá baixo impacto viário, estando abaixo dos limites permitidos pelo Código urbanístico vigente.

Também foi ressaltado que o projeto incorpora melhorias relevantes ao espaço público, em linha com o plano diretor e o código de zoneamento da cidade, incluindo áreas cívicas ao redor do edifício, obras de arte pública e paisagismo reforçado. A proposta busca criar um ambiente urbano de alta qualidade, favorecendo a convivência e fortalecendo o senso de comunidade.

A Incorporadora Eurocon, teve o projeto aprovado pelo conselho da cidade por 3 votos a 2. Um pouco apertado, mas foi aprovado.

Agora é aguardar e desfrutar de mais um belo empreendimento na cidade.

Thursday, January 22, 2026

Hipocrisia política: O ICE não mudou. Só mudou quem conta a história

O Presidente Donald J. Trump foi eleito com um mandato de quase 80 milhões de eleitores, quebrando recordes eleitorais, inclusive fazendo com que todos os estados pêndulos, votassem no candidato republicano que era ele, e não no democrata que era a Kamala Harris. 

Um dos tópicos da agenda do Presidente Trump que ocupou a Casa Branca pela segunda vez como presidente de número 47, foi fechar a fronteira que foi escancarada como parte da agenda comunista da administração anterior, e deportar o maior número possível de imigrantes ilegais, concentrando primeiramente nos imigrantes ilegais. 

Acontece que devido a uma agenda bem organizada e orquestrada, financiada pelos democratas, muitos governadores, deputados, senadores dentre outras "celebridades" políticas ou não, estão incentivando a uma grande massa de manobra a desrespeitar e se rebelar contra as autoridades federais, no caso o I.C.E. - Immigration Customs and Enforcement.

Se você acha que o ICE - Immigration Customs and Enforcement dos Estados Unidos mudou com o governo republicano do Presidente Donald Trump, este vídeo vai te incomodar. Vai surpreender você mostrando que essa abordagem, não começou no governo do Presidente Republicano Donald John Trump.

Assista antes de opinar Hipocrisia pol'itica: O ICE não mudou. Só mudou quem conta a história.

Friday, November 21, 2025

COP 30 | Banco Master | Mandani visitará a Casa Branca


Ontem, Quinta-feira, 20 de novembro de 2025, às 19 horas de Brasília, diretamente dos Estados Unidos, Eduardo Platon e Richard W. Sanchez no Coalização Conservadora das Américas, debateram alguns tópicos da semana: COP 30 | Banco Master | Mamdani visitará Casa Branca 

A visita do recém eleito prefeito comunista ou socialista, depende de como você queira ser enganado, ficou de acontecer hoje na Casa Branca.

Zohran Mamdani e o Presidente Donald Trump trocaram algumas farpas durante a disputa do primeiro a prefeitura de NY. 

Veja o programa clicando no link abaixo. 

COP 30 | Banco Master | Mamdani visitará Casa Branca 

Tuesday, September 30, 2025

Seria essa profecia para a viúva de Charlie Kirk?

 


A viúva de Charlie Kirk, Erika Kirk, abraçou o legado deixado pelo marido, ativista político conservador americano, que foi brutalmente assassinado durante uma rally do Turn Point USA em uma universidade de Utah no dia 10 de setembro. Desde a sua morte, imagens e fantásticas histórias tem aparecido que quase ninguém sabia, só os mais próximos. Da mesma maneira, informações da sua caminhada espiritual que fazem que qualquer um que se interesse pelo assunto e acredite, preste muita atenção. O vídeo de hoje foi uma profecia do Profeta e Pastor Kim Clement que foi entregue em Nashville, no Estado do Tennessee. Os mais atentos e sensíveis, conseguem encaixar a profecia com o que tem aconteceu e tem acontecido na Casa Branca, e da maneira que a viúva Erika Kirk foi projetada no legado do marido, o movimento Turn Point USA. Veja o vídeo de hoje com bastante atenção nas palavras do Profeta Kim Clement. Veja se a história dessa viúva não se encaixa com a história de Ester no Velho Testamento.\

Seria essa profecia para a viúva de Charlie Kirk?


Saturday, August 23, 2025

Crédito e transações correntes entre Brasil e EUA: Quem sabe faz a hora do jogo da galinha. Não espera acontecer!


O jogo da galinha é um modelo clássico da teoria dos jogos que ilustra uma situação de conflito e cooperação entre dois jogadores. Esse jogo é às vezes conhecido como jogo entre o falcão e a pomba.
 O núcleo do jogo envolve dois jogadores escolhendo entre duas ações: "desviar" ou "desafiar". O melhor resultado para um jogador é ousar enquanto o outro desvia. No entanto, em sala de aula ou livro texto, se ambos os jogadores ousarem, o resultado é negativo para ambos.

Mas, na vida real é uma audaciosa estratégia a ser adotada para negociar e surpreender o Presidente Trump, pois este tem uma única característica – tudo é transacionável! Sem dar spoiler o ideal é ver o resultado do jogo na vida real num filme de James Dean 

(https://www.youtube.com/watch?v=sDFnYvKl1LU);  

(https://www.youtube.com/watch?v=BGtEp7zFdrc).

O jogo deveria ser jogado entre nosso “rebelde com causa” a ser vivido pelo  Ministro da Fazenda Fernando Haddad do Brasil e o Secretário de Tesouro Scott Bessent dos EUA. Nosso ministro deveria informar pelos meios de comunicação oficial e reservada  – ao FMI, BIS , Banco Mundial, NDB, e o BID por sermos membros dessas instituições financeiras internacionais - que devido à imposição das tarifas pelo Governo Trump  o Brasil estará entrando provavelmente numa parada repentina que significa “it is not the speed that kills, it is the sudden stop”.

De fato, o BACEN, a CVM, o BNDES, a Receita Federal e os assessores governamentais deveriam subsidiar o Ministro com dados das seguintes séries históricas desde os anos oitenta do século passado até o momento presente, tanto para o total do Brasil quanto para os EUA para mostrar uma análise sobre a evolução: a) das linhas de trade finance tomadas em dólares dos bancos norte americanos pelos bancos brasileiros que são registradas e monitoradas pelo Bacen, tanto de entrada quanto de saída; b) da entrada e da saída de capital norte americano de curto prazo para aplicação em ativos privados e públicos em bolsas brasileiras, neste caso  desde 1993; c) da entrada de capital e repatriamentos de lucros e de capital estrangeiro norte americano assim como o total aportado no Brasil  para utilização principalmente nas empresas no Brasil que praticam o comércio intra firma; e d) o valor dos financiamentos já firmados pelo Eximbank norte americano para a modernização das nossa usinas nucleares.   

Exatamente por ter tido um adiamento de sete dias da entrada em vigor do tarifaço, e, já terem sido excluídos diversos produtos exportados pelo Brasil da incidência e da majoração de 50%, agora será a hora para o Secretário Scott Bessent pedir uma reunião fechada com Ministro Fernando Haddad, e este deveria aplicar a estratégia do jogo da galinha.   

Na ocasião dessa reunião, que só deveria ocorrer após o Ministro Haddad falar com as contrapartes nas instituições multilaterais de financiamento, o mesmo deve informar à Bessant que a incerteza tarifária já está levando à parada da produção e entrega dos pedidos em carteira que estão nas mãos dos exportadores. Aliás, já há vozes vindas do setor privado para que sejam adotadas medidas para estender, no Brasil, o prazo de concessão para o financiamento às exportações via ACC. Isso significa que o circuito de crédito de exportação está começando a dar sinais de fricções. De fato, está se iniciando um período a observar dificuldades de renegociação das dívidas que o setor exportador tem com os Bancos, no Brasil.

Cumpre observar que as fontes de recursos financeiros usadas pelos Bancos Brasileiros para se dar crédito aos exportadores – notadamente privados – são linhas de trade finance em dólares obtidas junto principalmente aos bancos norte-americanos. E, os Bancos brasileiros pagavam libor ou pagam sfor e mais um prêmio de risco por essas linhas. Esses recursos financeiros, por sua vez, são usados para emprestar aos exportadores brasileiros que tem boas e concretas ordens de compra do exterior. Por sua vez, hoje como sempre, os exportadores principalmente os ligados às empresas familiares tem de assinar aval pessoal ou garantia real para servir de colateral no caso de inadimplência.

O fato é que essas linhas de trade finance em dólares é que irrigam o circuito de crédito e exportação de curto e médio prazo no Brasil. E, estamos no fim do ano fiscal “bancário” quando há o início de repactuação das linhas bancárias de trade finance. O problema a ser explicado a Bessant é que com o tarifaço a demanda por produtos de exportação brasileira pelos Estados Unidos vai cair. E, as exportações que serão taxadas serão majoritariamente do setor do agronegócio – carnes, peixes e lagostas, frutas, mel, complexo de grãos, - de bens de consumo final como calçados, roupas, e manufaturas leves como motores e artigos de cutelaria.

Um fato que tem de ser percebido é que a rentabilidade e a produtividade das exportações brasileiras de todos os bens, principalmente desses bens estão declinando. Isso pode ser observado indiretamente pelo número de recuperações judiciais que estão ocorrendo no centro oeste brasileiro. E, como há muitas empresas exportadoras brasileiras que são sociedades anônimas de capital fechado, uma breve analise dos balanços mostra um nível de levarage  preocupante e se houver reversão do sentimento de mercado em relação às perspectivas do mercado internacional, principalmente daquelas empresas que são orientadas para atender ao mercado norte americano se fará necessário fazer reestruturações e trocas de dívidas. Isso vai ocorrer pela rápida retirada de crédito às exportações de fontes em dólares  — e não da velocidade da recomposição das linhas de crédito que no passado era denominado como  linhas empoçadas — que pode causar grave instabilidade financeira.

Importa ressaltar que paradas repentinas resultam em rápidas quedas nos fluxos de capital, o que leva a pressão por desvalorização real do cambio, rápido declínio na produção, e eventual recuperação do consumo no futuro.  Frequentemente, a novidade desse choque externo causado pelo tarifaço dos EUA será que o Brasil precisará reequilibrar rapidamente sua conta corrente  com esse país geralmente passando de déficits para superávits por meio de cortes agressivos nos gastos e nas exportações e importações.

Para lidar com essa situação, o nosso “rebelde com causa” deve montar e executar a seguinte estratégia de configuração  do jogo da galinha. Para se preparar se sugere assistir as seguintes cenas do FAST 5 da cronologia cinematográfica do Fast and Furious( velozes e furiosos):  


https://www.youtube.com/watch?v=pPZxiBPN4Co;

https://www.youtube.com/watch?v=EwrhfIOLB3k;

https://www.youtube.com/watch?v=vmm8P0V1W4g; 

https://www.youtube.com/watch?v=OurCnuyC8zo;

https://www.youtube.com/watch?v=Rko4BW6aXP0.

https://www.youtube.com/watch?v=01czy3fN4SU

Feita essa preparação, caberia apenas ao Ministro desafiar o Secretário de Tesouro norte-americano. Devido ao tarifaço ele dirá que terá de seguir um conselho dado no passado por Lorde Keynes sobre os negócios internacionais- “ Let’s the finance be national.” Isso significa trocar os dólares que financiam as exportações brasileiras, inclusive para os Estados Unidos, por reais. Nesse sentido serão adotadas as seguintes medidas, a saber: a) o Bacen iria reduzir a exigência de taxa de redesconto requerida nos depósitos bancários de forma a fazer leilões de linhas de crédito para exportação em reais da mesma forma que se faz hoje em dia com as reservas internacionais; b) o Bacen emitirá reais contra a entrega de títulos da Secretaria do Tesouro Nacional  para que fossem feito aportes diretos na BNDESPAR para que essa comprasse ações das empresas exportadoras que são de capital fechado e simultaneamente abrisse o capital dessas empresas nas bolsas de valores; c) o Tesouro Nacional irá receber as dívidas dos estados da federação brasileira devido ao acumulo de ICMS nas exportações do último decênio desde que os recursos em reais a serem recebidos pelas empresas exportadoras sejam destinados à constituição de um fundo próprio para financiar operações de pré e pós embarque da própria empresa que seria executado pela área internacional do Banco do Brasil. E, ato contíguo seria editada medida provisória que revogaria a frase do Código Tributário Nacional que obriga os Estados a ressarcirem o credito acumulado de ICMS nas exportações. Isso significa que se mantém a isenção do ICMS para manter o principio constitucional de não se exportar impostos, mas a figura do acumulo de ICMS que fere os princípios do Gatt-Omc será adequada à pratica internacional.

Face à “troca forçada de reais por dólares” para financiar as exportações de curto e médio prazo nacionais, o Ministro dirá que a Secretaria do Tesouro Nacional lançará títulos verdes brasileiros de longo prazo - dentro da estratégia de transição ecológica - junto aos bancos norte americanos.  Esse lançamento será na proporção do valor total das linhas de trade finance. Esses recursos em dólares serão usados para a formação de joint ventures nos Estados Unidos entre empresas brasileiras e norte-americanas nos setores de siderurgia, laminados, processamento de  frutas, pescados, rochas ornamentais, madeira e até bens de consumo. Em outras palavras, com isso se reforçará a complementaridade produtiva entre o Brasil e os Estados Unidos.

Para desafiar o Secretário Bessant caberia informar que caso o exposto acima não fosse aceito os empréstimos do Eximbank já firmados para modernizar a usina de Angra dos Reis seriam cancelados. E, para não descomissionar toda a unidade será analisada a proposta russa de modernização para recuperar essa usina.

Ao propor a estratégia do jogo da galinha com esses elementos veremos que Bessant irá se desviar para não confrontar e assim propor uma estratégia que reduza o efeito do tarifaço aos dez por cento propostos em abril, e aceite o fundo para a compra dos ativos norte-americanos para a recuperação de unidades industriais face à competência do empresariado nacional. Estes já possuem unidades de processamento de bens como laranja, cerveja, de carnes, e algumas siderúrgicas. E, de quebra aceitará ainda as nossas iniciativas de adequarmos a nossa taxação as boas praticas internacionais, e, também trocarmos as linhas de trade finance de dólares por reais para o curto e médio prazo visto que os recursos em dólares serão investidos nos EUA. 

Isso é uma situação racional e de ganha-ganha para ambos os lados. Sem dúvida, isso mostra e lembra parafraseando a canção “QUEM SABE FAZ A HORA DO JOGO DA GALINHA NÃO ESPERA ACONTECER”.

.                 CRÉDITO DA MATÉRIA        

·         Mario Cordeiro de Carvalho Junior – Professor da FAF-UERJ