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Wednesday, June 15, 2022

Cada um Dentro do Seu Quadrado por Maria Emília Voss

Quando falamos de Segurança Pública, nos remetemos sempre ao OUTRO. 

Delegamos ao Poder Federal e ao Poder Estadual a nossa segurança, porque essa função é atribuição do Estado.

O País necessita ter Forças Armadas Disponíveis, Qualificadas e Capazes de defender o território brasileiro (Segurança e Defesa Nacional). 

Assim, também, cada Estado da Federação precisa ter Polícias capacitadas a defender os cidadãos e promover a segurança aos seus habitantes (Segurança Pública).

O que diz a Constituição Federal (CF) em vigor:

“Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

I       - polícia federal;

II     - polícia rodoviária federal;

III   - polícia ferroviária federal;

IV  - polícias civis;

V    - polícias militares e corpos de bombeiros militares;

VI  - polícias penais federal, estaduais e distrital.”

Prestem atenção no texto constitucional. É DEVER do Estado, mas é também RESPONSABILIDADE de todos.

Se a própria CF delega a cada cidadão a “RESPONSABILIDADE” pela segurança pública, como podemos ser responsáveis se estamos “DESARMADOS”? 

Cada um dentro da sua jurisdição. Se cabe às Forças Armadas defenderem nossa Soberania, e se cabe a cada Estado da Federação nos dar segurança através das diferentes polícias, CABE A MIM, enquanto cidadã, defender minha        propriedade,           minha            família, meus bens, porque          é

RESPONSABILIDADE de todos (Art. 144). 

Precisamos lembrar disso.

O que é uma arma? O Homem, enquanto espécie, é desprovido de defesas naturais (garras, veneno), a defesa do Homem é a sua inteligência, capaz de criar ferramentas para trabalho e proteção. Isso é muito óbvio.

Arma não mata, o que mata é a intenção de quem a usa e, dependendo da circunstância, quer para defender nossa família e nosso patrimônio, é responsabilidade nossa fazer uso dessa ferramenta, como está na nossa CF.

Vejamos que recentemente foi aprovado que o cidadão, dono de terra, pode usar a arma não somente dentro da sede da propriedade, mas em toda a sua área. Muito bem. O que faz o cidadão quando vai até a cidade mais próxima comprar um suprimento, por exemplo? Deixa a arma em casa, transita pela propriedade sem ela, volta às vezes tarde da noite por caminhos ermos, desarmado até mesmo para se defender do ataque de um animal. 

Nessa situação, ele não está vulnerável?

Leis que convidam à impunidade. O proprietário rural TEM que poder transitar com sua arma e poder chegar e sair de sua propriedade com sua ferramenta de defesa e proteção, visto que é sua RESPONSABILIDADE a sua segurança, principalmente estando em locais afastados do poder de polícia, capaz de lhe promover proteção e socorro.

Precisamos devolver aos cidadãos seu direito de exercer o que reza a própria CF, não somente para proprietários de terras, mas todos e qualquer um que se sinta na responsabilidade de exercer seu direito de defesa e proteção dos bens e principalmente a sua Família.

As Forças Armadas cuidam da Segurança Nacional, as Polícias da segurança dos cidadãos e bens do Estado e cada um tem o DIREITO e a RESPONSABILIDADE por sua segurança, responsabilidade esta que a própria CF lhe confere.

Crédito: Maria Emilia Voss, cientista política, produtora rural e pré-candidata a Deputada Federal pelo Rio de Janeiro.

Monday, May 26, 2014

Hoje é Memorial Day aqui nos Estados Unidos. O imigrante lembra de que?

Muito confundido com o Veterans Day, o dias dos Veteranos de Guerra que é para homenagear todas os que já serviram nas forças armadas americanas; o Memorial Day é para todos aqueles das forças armadas que morreram servindo esse grande país. 
Talvez não faça sentido para você que está lendo esse post. Mas se eu estou escrevendo e você está lendo, chances são porque um jovem, um pai de família, um marido, ou filho morreu para que nós pudéssemos ter liberdade.
Muitos encaram esse feriado nacional como simplesmente a abertura do verão americano. Literalmente falando não estão “nem aí” para a dor das famílias destruídas que ficam. Nos entristece muito o coração ver principalmente os imigrantes, muitos brasileiros inclusos, virem para cá e tirar só vantagens da terra e não querer construir nada para a comunidade. Demonstram total desrespeito para com o país! 

Para os que nunca prestaram atenção ou nunca foram informados, registramos aqui uma coisa que logo confirmamos quando aqui chegamos em 1991: Liberdade não é de graça! E não existe maior sacrifício do que dar a própria vida por um país, por um ideal. Se você não acredita, vá visitar o Cemitério Militar de Arlington em Virginia, bem pertinho de Washington, D.C. Costumamos dizer que esse cemitério deveria ser passagem obrigatória para o mundo inteiro ver, principalmente para todos que residem nesse país, quanto custa a liberdade, quanto custa a democracia. Aqui você aprende que democracia vai além dos votos!
Esse blogger confessa: eu não faria por eles o que eles fazem por mim. E acredito que você também não faria.
Você se vê no deserto agora, no total desconforto, sem saber quando vai voltar para casa, arriscando a sua vida por uma pessoa que não conhece? Por um sistema político que questiona? Acredito que não! Por isso o meu eterno respeito e eterna gratidão, e passo esse sentimento para meu filho que é americano nato. Tive a oportunidade de anos atrás visitando Arlington, falar mais ainda como tenho falado e ensinado, nunca deixar de dar valor a esse sacrífico pela liberdade.
Nossa pequena homenagem nesse belo vídeo abaixo. Escute a música de fundo, preste atenção nas imagens e se coloque no lugar dos familiares e amigos. Se o seu coração não estiver apertado até o minuto 4:40, talvez o tradicional toque do silêncio mexa com você. Veja também a partir do minuto 5:45 o histórico das guerras. Liberdade não é de graça!