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Monday, June 2, 2025

Você usa termos comerciais em inglês. Você sabe a diferença entre KYC x CIS?

 


É sabido que o brasileiro gosta de inserir várias palavras em inglês no seu vocabulário diário.

No mercado de trabalho, o uso de palavras ou jargões em inglês, para muitos, dá um certo tom de status, de empoderamento.

Aqueles empresários ou profissionais do mercado financeiro, start up ou que negociam com o exterior, muitas das vezes, usam palavras que com o passar do tempo, foram distorcidas ou até mesmo são adotadas de maneira que aqui fora, foge do contexto.

Apesar de não ser o caso, para essa matéria, estaremos falando de duas abreviações muito adotadas pelos brasileiros que de uma maneira ou outra, gostam de usar esses termos.

KYC – Know Your Customer | Conheça o Seu “Freguês”

CIS – Client Information Sheet | Folha de Informação do “Cliente”

De imediato, já existe uma diferença quando a um se refere com “freguês”, concordo que até é um termo antigo, e ao outro como “cliente”.

No inglês, o termo “customer”, é mais usado em troca de produtos (supermercados, loja de varejo, restaurantes, e-commerce), onde a relação comercial é transacional e geralmente a curto prazo. Ou seja, se você vende produtos ou serviços padronizados, use “customer”.

O termo “client”, é mais usado em serviços profissionais, personalizados ou contínuos (advocacia, consultoria,contabilidade, etc), onde a relação comercial é mais duradoura, consultiva, e baseada em confiança. Ou seja, se você oferece serviços profissionais ou personalizados, use “client”.

Mas qual a diferença entre KYC e CIS?

A diferença entre KYC (Know Your Customer) e CIS (Client Information Sheet) está em sua finalidade, escopo e peso legal em conformidade e transações comerciais:

 KYC – Conheça seu “FREGUÊS”

KYC é um requisito de conformidade, usado principalmente para verificar a identidade de um freguês e avaliar seu nível de risco nas relações comerciais, especialmente em bancos, finanças e comércio internacional.

O uso de KYC é obrigatório em: Bancário e financeiro, conformidade com a prevenção da lavagem de dinheiro (AML- Anti Money Laundering), acordos comerciais internacionais (especialmente com SBLCs, DLCs, etc.

Com um alto nível de detalhe, aa elaboração de um KYC, inclui documentos oficiais da empresa (por exemplo, Certificado de Incorporação, Contrato Social), documento de identidade/passaportes dos diretores da empresa/beneficiários efetivos, comprovante de endereço, identificação fiscal ou registro de IVA, cartas de referência bancária, declarações AML ou formulários de conformidade.

O KYC tem uma relevância legal. Tem alto peso legal. Legalmente aplicado na maioria das jurisdições. Bancos, instituições e plataformas de negociação não podem prosseguir sem um KYC válido.

CIS – Folha de Informação ao Cliente

O CIS é um documento informativo usado principalmente em negociações comerciais e, especialmente em transações de commodities. Não é um requisito legal, mas ajuda a identificar a empresa e avaliar sua seriedade e capacidade.

Com um nível de detalhe moderado, geralmente o CIS inclui o nome da empresa, endereço, informações de contato, detalhes do representante/pessoa autorizada, interesse do produto (por exemplo, açúcar, milho), quantidade teórica e porto de fornecimento, preferência de método de pagamento, informações bancárias (para mostrar prontidão.

O CIS é muito usado no início do processo de negociação para apresentar um comprador ou vendedor à contraparte ou corretor. Ajuda a preparar LOIs, Oferta Total Corporativa | FCOs (Full Corporate Offer) e minutas de contratos.

Quanto a relevância legal, é informal. Tem baixo peso legal. Não é um substituto para o KYC e não é juridicamente vinculativo. Muitas vezes combinado com uma Carta de Intenções (LOI - Letter of Intent) ou Pedido de Ordem Corporativo Irrevgável (ICPO – Irrevocable Corporate Purchase Order) mais tarde.

Se você estiver fazendo um acordo de commodities ou contrato comercial, geralmente começa com um CIS, depois passa para LOI/ICPO conclui com KYC para conformidade e configuração de pagamento. Deixe-me saber se você precisa de um modelo para qualquer um dos documentos.

Thursday, September 26, 2024

É Temporada de Furacão nos Estados Unidos: A Ameaça de Helene e a Importância da Informação Confiável

Assim como o Carnaval no Brasil, a temporada de furacões nos Estados Unidos é um evento que se repete anualmente, mas com uma diferença crucial: enquanto o Carnaval é um período de festa e celebração, os furacões trazem destruição e ameaçam vidas. Este ano, o furacão Helene está se aproximando rapidamente do continente americano, e os estados mais vulneráveis são a Flórida e a Geórgia. O fenômeno natural pode causar danos devastadores, e a preparação adequada é essencial para salvar vidas. Nesse cenário, a informação precisa e confiável se torna um fator de vida ou morte.

A Ameaça de Helene

Com ventos que podem ultrapassar 160 km/h e chuvas torrenciais que causam inundações, o furacão Helene se destaca como uma das maiores ameaças desta temporada. As cidades litorâneas da Flórida e da Geórgia estão em estado de alerta, e as autoridades locais já começaram a emitir avisos de evacuação em áreas de maior risco. Os meteorologistas seguem monitorando o curso do furacão, que pode mudar de direção a qualquer momento, e a atenção da população é fundamental.

A Importância de Fontes Oficiais e Fidedignas 

Em situações de emergência como essa, o acesso a informações atualizadas e confiáveis é fundamental. Muitos subestimam o impacto dos furacões ou acreditam em boatos ou fontes não verificadas, o que pode levar a decisões erradas. Por isso, é crucial buscar orientações diretamente de fontes oficiais, como o National Hurricane Center (NHC), a FEMA (Federal Emergency Management Agency), e as agências meteorológicas locais. Essas organizações trabalham com dados precisos e têm a expertise necessária para fornecer as instruções mais adequadas para cada momento, seja para evacuação, preparação de suprimentos ou busca de abrigo seguro.

Decisões Que Salvam Vidas

Quando se trata de furacões, cada decisão conta. Deixar para evacuar muito tarde, não se preparar adequadamente ou ignorar os avisos meteorológicos pode ter consequências fatais. Durante o furacão Katrina, por exemplo, muitas vidas foram perdidas devido à falta de informação precisa ou à negligência em seguir as recomendações das autoridades. A situação de Helene pode não ser diferente, e estar bem informado é a chave para proteger sua vida e a de seus entes queridos.

Além das fontes oficiais, é importante verificar as condições de tráfego e os abrigos mais próximos, além de manter contato com familiares para garantir que todos estejam seguros. Redes sociais, embora úteis, também podem ser disseminadoras de desinformação. Por isso, sempre cheque a origem das informações antes de agir.

Conclusão

A temporada de furacões é uma realidade anual nos Estados Unidos, assim como o Carnaval é para o Brasil. No entanto, a diferença está na seriedade do evento e nas consequências que ele pode trazer. Com o furacão Helene se aproximando da Costa Oeste da Flórida e da Geórgia, o momento é de preparação e alerta. Estar bem informado por fontes confiáveis é, sem dúvida, a melhor maneira de garantir segurança e tomar decisões que podem significar a diferença entre a vida e a morte. Não deixe para agir em cima da hora e confie apenas nas informações de quem entende do assunto.

Saturday, November 13, 2021

A importância da imagem para exportação nos Estados Unidos.

A competição nos EUA está cada vez mais acirrada. O que já era difícil, mais difícil ficou depois da pandemia. 

Mas nada como um produto com uma bela imagem e espírito de excelência no que for apresentar aos compradores americanos. 

A máxima da Metodologia PFP - Preparar, Formatar para Posicionar nos Estados Unidos, mas do que nunca está prevalecendo e irá prevalecer. 

A pergunta é, os exportadores brasileiros entendem isso?

Veja vídeo A importância da imagem para exportação nos Estados Unidos. 



Monday, May 21, 2018

Semana do Comércio Internacional nos Estados Unidos.


O comércio internacional é um assunto tão relevante para a economia dos Estados Unidos, que desde 1935 a terceira semana do mês de maio é celebrada a World Trade Week. 

Essa comemoração começou no governo democrata do Presidente Franklin Delano Roosevelt, que foi o trigésimo-segundo presidente americano no período de 1933 à 1945.

Desde então, essa celebração não tem dado nenhum sinal de enfraquecimento. 

Veja foto ao lado datada de maio de 1947. Obrigado Google! 

A saber, em 2017 o governo declarou que movimento de importação foi de US$ 2.4 trilhões de dólares e o de exportação US$ 1.6 trilhões de dólares.

Mesmo com esse deficit que o governo Trump está tentando reduzir, o comércio internacional  nos Estados Unidos, não tem dado nenhum sinal de enfraquecimento.

Isso prova o que esse blogger diz há anos: o americano gosta de produto importado.

Ele não tem paciência de aprender uma outra língua e de também aprender toda a logística do comércio internacional. Ele quer pegar o telefone, falar em inglês com um importador ou distribuidor dentro dos Estados Unidos e ter a lei desse país o protegendo.

Daí a importância de ter uma estrutura de apoio em território americano! 

Tuesday, November 24, 2015

Vereador do Condado de Miami-Dade dá palestra entusiasmada na Câmara de Comércio Estados Unidos –Brasil.

Como sempre acontece na terceira quarta-feira de todos os meses, já se tornando uma parada obrigatória para os que atuam no comércio internacional do Sul da Flórida, nessa última quarta-feira, Jose “Pepe”Diaz, vereador do Condado de Miami-Dade e Chairman do Consórcio de Negócios Internacionais do Condado, falou com bastante entusiasmos a uma seleta platéia, na U.S. Brazil Chamber of Commerce, onde como sempre estavam presentes oficias da Cidade do Doral dentre outros formadores de opiniões locais. 

O tópico principal foi o impacto do Brasil não só no Sul da Flórida ou no Estados da Flórida mas nos Estados Unidos como um todo. Como todos sabemos, temos que prestar atenção no Brasil.

Você leitor, que não esteve presente, poderíamos resumir o discurso em dois pontos principais. São palavras do palestrante, que carrega uma experiência de 25 anos no comércio internacional, vendendo Miami para o mundo.

Em resumo, tirando dados e valores, o que o Vereador disse foi o seguinte:

“ Se você busca o seu nicho, formata a sua empresa com espírito de excelência para o mercado de Miami, você não só está preparando sua empresa para o mercado americano mas como para o mundo. Aqui é uma vitrine mundial e as pessoas vem buscar idéias e negócios nessa cidade”.

E outro tópico de suma importância para os brasileiros que ainda não possuem a cultura de câmara de comércio.

“Para a maioria dos empresários, a distância mais curta entre eles e o governo, é uma câmara de comércio”.

Fica esses dois pensamentos para você que considera um dia fazer empresariar ou mudar para os Estados Unidos.

Wednesday, October 8, 2014

Eleição no Brasil...o que pode mudar? O que não muda?

Há quatro anos atrás, precisamente no dia 1 de outubro de 2010, publicamos uma matéria nesse blog sobre as eleições brasileira que teve uma certa repercussão. Buscando nosso arquivo, verificamos que esse artigo continua tão atual como há quatro anos atrás.  

Incentivado por amigos, só trocamos as datas de eleição dos dias 3 de outubro para dia 26 de outubro. De resto, iremos publicar o artigo literalmente na íntegra.

Esperamos que você que tem nos acompanhado nesse blog ao longo dos anos, tenha consciência de escolher o melhor candidato para o presente e futuro do Brasil. Se você escolher o Aécio ou a Dilma, saiba que você é 100% responsável pela sua escolha.

O Brasil hoje reclama de muita coisa mas não podemos esquecer que o Brasil que colocou esses candidatos no governo. Antes de passar para o artigo, para amenizar, iremos pegar uma carona na famosa frase do livro do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Segue link original e o texto abaixo.


Para nós que somos empresários e principalmente para nós que fazemos comércio internacional, acompanhar de pertos os acontecimentos políticos é uma obrigatoriedade.

Não podemos negar que não só o mercado americano mas como o mundo observa atentamente o que acontecerá dia 26 de outubro nas eleições no Brasil...e quem será o novo presidente.

Estudando e pesquisando esse assunto aqui nos Estados Unidos deparamos com dois pensamentos de dois ilustres que vale a pena ler e refletir.

Durante a aprovação da constituição Americana pelas 13 colônias em 1786, o professor e historiador Alexander Taylor, da Universidade de Edinburgo, escreveu o seguinte sobre a queda da república de Atenas. Tentaremos a versão mais exata possível.  

O professor Taylor vai mais fundo ainda...diz que a vida de uma democracia nas grande civilizações (Lifespan of a Democracy) é ao redor de 200 anos. A sequência progressiva é a seguinte:

• Da “escravidão” ao crescimento espiritual.
• Do “crescimento espiritual” à grande coragem, onde lutamos pela nossa liberdade e direitos.
• Da “grande coragem” à liberdade.
• Da “liberdade” à abundância.
• Da “abundância” ao egoísmo.
• Da “egoísmo” à complacência.
• Da “complacência” à apatia que é o controle mental da massa.
• Da “apatia” à dependência.
• Da “dependência” de volta à escravidão, onde trocamos a liberdade pela segurança.

Para aqueles que acham que americanizamos demais nossos exemplos, segue uma frase de Machado de Assis dita em 15 de agosto de 1876…quase 100 anos depois dos pensamentos acima que foi muita divulgada nessas eleições.
“ 70% dos cidadãos votam do mesmo jeito que respiram: sem saber porque nem o quê. Votam como vão à festa da Penha...por divertimento”.

É uma triste revelação centenária e por acaso você conhece algum país onde isso poderia estar acontecendo?
“A democracia sempre tem uma natureza temporária; e não pode existir como forma permanente de governo. A democracia continuará a existir até que o eleitor descubra que eles podem votar objetivando presentes generosos dos cofres públicos. Desse momento em diante, a maioria irá votar nos candidatos que prometerem mais benefícios do tesouro público; e o resultado de toda democracia será o colapso devido o afrouxamento do dinheiro público, que sempre seguirá por uma ditadura”.

Para endossar mais ainda essa citação da época, o grande Benjamin Franklin ainda disse que quando o povo descobrir que eles podem votar por ajuda financeira será anunciado o fim da república.

Thursday, May 2, 2013

Maio é o mês de World Trade na Flórida


Se você está lendo esse blog, as chances são que você está envolvido no comércio internacional com os Estados Unidos.

Esse mês aqui na Flórida é o mês de comemoração do World Trade; inclusive reconhecido pelo Governador Rick Scott que já visitou o Brasil. 


Através dos portos e aeroportos no Sul da Flórida, que cobre uma área desde Palm Beach até Key West, o comércio internacional movimentou em 2012 o recorde de US$ 124.7 bilhões de dólares em produtos.

O comércio internacional na Flórida corresponde a 18% da economia do estado, onde quase 58.000 empresas exportam produtos e serviços, empregando 223.500 pessoas e pagando uma média salarial de até 30% maior do que a média estadual.  

Canadá e China continuam sendo os dois maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, e o Brasil o maior parceiro da Flórida.

Thursday, October 13, 2011

Mr. Donald Trump compra Doral Resort na cidade do Doral na Flórida

Você pode até não gostar dele, de repente nem gosta do topete… mas não tem como negar, Mr. Trump é um mover and shaker. E por onde ele passa, cria um impacto econômico. Isso é um fato. 


Por US$ 170 milhões de dólares a Trump Organization que por ele é comandada, está comprando o Doral Resort & Spa que foi construido em 1962 em 650 acres de terra.

Hoje o Doral Resort & Spa abriga 5 campos de golfes com campeonatos nacionais e internacionais. O campo de golfe que carrega o nome do Tubarão Branco (White Shark) não entrou no negócio; e nele que é realizado o campeonato Blue Monster.

Mr. Trump com seu toque de Midas, prentende ainda investir US$ 150 milhões de dólares renovando os 693 quartos do resort que entrou em estado de falência no início de 2011.

Se você pensa em abrir uma empresa e/ou morar em Miami, considere a área do Doral que fica bem à oeste pertinho do aeroporto. É a melhor área para o comércio internacional no Sul da Flórida. Isso também é fato.

Com certeza a valorização imobiliária irá acontecer. E para nós que já moramos e empresariamos no Doral, só temos a dizer: Welcome Mr. Trump! 

Tuesday, October 26, 2010

Votando errado, você compromete o comércio internacional, seu futuro e gerações por vir!

Votar é uma coisa muitíssimo séria. Votar em candidato não qualificado até mesmo para se vingar de um sistema governamental é triste. Votar acreditando que o governo tem obrigatoriedade de sustentar o povo é mais triste ainda.

Quem acredita que candidato mal preparado, que é eleito, não afeta a economia... está totalmente mal informado ou até mais mal preparado do que o candidato eleito.

Sendo hoje o mundo uma grande aldeia, onde as distâncias parecem cada vez menores e as informações cada vez mais rápidas, os candidatos passam ter influências local, estadual, federal e até mesmo com o comércio exterior.
Talvez você pode não acreditar no parágrafo acima...mas se você olhar com bastante atenção esse relógio da dívida americana, o chamado US Debt Clock, você confirmará que de uma forma ou outra, está sofrendo as consequências dessa dívida que afeta gerações por vir.

A dívida americana, não só afeta o sonho americano como o mercado americano e mundial. Afinal os Estados Unidos já foram a maior potência mundial e hoje tristemente luta para manter essa posição de um dos maiores líderes com essa dívida que muitos acreditam ser ímpagável.

Esse relógio foi desenvolvido com formulações e cálculos dos mais precisos existentes, para informar o cidadão americano em real time as condições financeiras desse país.

Veja o relógio, imagine, medite em quem votar e leve a sério seu voto no dia 31 de outubro. Quem se tornar presidente do Brasil pode ajudar no comércio internacional? Pode ajudar no comércio Brasil e Estados Unidos?

Não perca a oportunidade de votar nessa eleição com seriedade. Clique no link e medite o que é votar errado! Simplesmente é assustador! Clique agora... http://www.usdebtclock.org/

Friday, October 1, 2010

Eleição no Brasil...o que pode mudar? O que não muda?

Para nós que somos empresários e principalmente para nós que fazemos comércio internacional, acompanhar de pertos os acontecimentos políticos é uma obrigatoriedade.

Não podemos negar que não só o mercado americano mas como o mundo observa atentamente o que acontecerá dia 3 de outubro nas eleições no Brasil...e quem será o novo presidente.

Estudando e pesquisando esse assunto aqui nos Estados Unidos deparamos com dois pensamentos de dois ilustres que vale a pena ler e refletir.

Durante a aprovação da constituição Americana pelas 13 colônias em 1786, o profressor e historiador Alexander Taylor, da Universidade de Edinburgo, escreveu o seguinte sobre a queda da república de Atenas. Tentaremos a versão mais exata possível.

“A democracia sempre tem uma natureza temporária; e não pode existir como forma permanente de governo. A democracia continuará a existir até que o eleitor descubra que eles podem votar objetivando presentes generosos dos cofres públicos. Desse momento em diante, a maioria irá votar nos candidatos que prometerem mais benefícios do tesouro público; e o resultado de toda democracia será o colapso devido o afrouxamento do dinheiro público, que sempre seguirá por uma ditadura”.

Para endossar mais ainda essa citação da época, o grande Benjamin Franklin ainda disse que quando o povo descobrir que eles podem votar por ajuda financeira será anunciado o fim da república.

O professor Taylor vai mais fundo ainda...diz que a vida de uma democracia nas grande civilizações (Lifespan of a Democracy) é ao redor de 200 anos. A sequência progressiva é a seguinte:

• Da “escravidão” ao crescimento espiritual.
• Do “crescimento espiritual” à grande coragem, onde lutamos pela nossa liberdade e direitos.
• Da “grande coragem” à liberdade.
• Da “liberdade” à abundância.
• Da “abundância” ao egoísmo.
• Da “egoísmo” à complacência.
• Da “complacência” à apatia que é o controle mental da massa.
• Da “apatia” à dependência.
• Da “dependência” de volta à escravidão, onde trocamos a liberdade pela segurança.

Para aqueles que acham que americanizamos demais nossos exemplos, segue uma frase de Machado de Assis dita em 15 de agosto de 1876…quase 100 anos depois dos pensamentos acima que foi muita divulgada nessas eleições.

“ 70% dos cidadãos votam do mesmo jeito que respiram: sem saber porque nem o quê. Votam como vão à festa da Penha...por divertimento”.

É uma triste revelação centenária e por acaso você conhece algum país onde isso poderia estar acontecendo?