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Wednesday, July 22, 2026

O Grande Deslocamento: Por Que Milhares de Americanos Estão Trocando Califórnia e Nova York por Texas e Flórida


 


Os Estados Unidos vivem uma das maiores reconfigurações demográficas das últimas décadas. 

Dados do U.S. Census Bureau que corresponde ao IBGE no Brasil, mostram que Texas ganhou cerca de 391 mil novos residentes entre julho de 2024 e julho de 2025, o maior volume absoluto do país, seguido pela Flórida, com quase 197 mil. Aos que acompanham, é nítida essa saudável competição entre os dois estados.

Como aprendi aqui, cidade compete com cidade, condado compete com condado, e estado compete com estado.

Do outro lado, Califórnia, Nova York, Illinois e Nova Jersey seguem perdendo população para outros estados. A Califórnia seria a 50ª colocada, em último lugar, no U-Haul Growth Index pelo sexto ano consecutivo.

O motivo mais citado é incompatibilidade e aceitação com o governo democrata, que atinge em cheio o bolso: impostos estaduais elevadíssimo, violência descontrolada, a agenda woke ainda firme e forte, tudo isso afetando a qualidade de vida. 

E hoje com o avanço do trabalho remoto, os profissionais passaram a ter mais flexibilidade e liberdade, não precisando viver perto do escritório. Texas e Flórida, sem imposto de renda estadual, tornaram-se destinos naturais.

Esse movimento não afeta apenas o mercado imobiliário. Construtoras, escolas, seguradoras, hospitais e até o comércio local sentem o impacto em cidades como Austin, Dallas e Tampa, que crescem em ritmo acelerado, enquanto regiões de origem enfrentam desafios como base tributária menor e mudanças na representação política no Congresso.

Vale um ponto de atenção: o quadro é mais complexo do que o rótulo "fuga de estados democratas" sugere. 

A migração internacional continua sustentando o crescimento populacional de estados como Califórnia e Nova Jersey, e cidades grandes voltaram a atrair moradores após anos de interesse por cidades menores durante a pandemia.

Para empreendedores e investidores brasileiros nos EUA, entender essa dinâmica é essencial: novos polos de oportunidade estão surgindo — e não apenas no setor imobiliário.

Tuesday, June 16, 2026

Mercado Imobiliário da Flórida no segundo semestre de 2026: Normalização. Não Colapso


O mercado imobiliário da Flórida entrou já no segundo semestre de 2026 em uma fase de normalização, e não de declínio. 

Ao contrário das previsões dos profetas do apocalipse de uma grande queda no setor, o mercado residencial do estado demonstrou resiliência, especialmente no segmento de casas unifamiliares. 

O preço mediano estadual dessas propriedades permaneceu próximo de US$ 420 mil durante o primeiro semestre do ano, enquanto o volume de vendas apresentou crescimento moderado em comparação ao ano anterior. 

Ao mesmo tempo, a oferta de imóveis aumentou em relação às condições extremamente restritas observadas entre 2021 e 2023, proporcionando aos compradores mais opções e maior poder de negociação.

O segmento de condomínios apresenta uma realidade diferente. Condomínios mais antigos, especialmente nas regiões costeiras, enfrentam pressão crescente devido ao aumento dos custos de seguro, exigências mais rigorosas de financiamento, maiores reservas obrigatórias para manutenção e expansão da oferta disponível. Como resultado, esse mercado vem apresentando desempenho mais fraco do que o segmento de casas unifamiliares.

O Sul da Flórida continua se destacando em relação ao restante do estado. Os condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach permanecem altamente atrativos para compradores nacionais e internacionais de alto poder aquisitivo, sustentados por um forte volume de transações à vista e pela demanda consistente por imóveis de luxo. Miami, em particular, continua se beneficiando da concentração de compradores com recursos próprios e da migração de patrimônio para a região.

Já o Sudoeste da Flórida, incluindo Fort Myers e Cape Coral, entrou em uma fase mais equilibrada após o boom imobiliário do período pós-pandemia. O aumento da oferta, o maior tempo de permanência dos imóveis no mercado e o fortalecimento do poder de negociação dos compradores refletem essa mudança.

Olhando para o restante de 2026 e para 2027, a direção do mercado dependerá principalmente das taxas de juros hipotecárias, dos custos de seguro, da disponibilidade de crédito para condomínios e do comportamento da oferta. O cenário mais provável é de estabilização gradual, com os imóveis de luxo e os mercados impulsionados por compradores à vista apresentando desempenho superior à média.

A conclusão é clara: a Flórida por ser um estado republicano, com incentivos fiscais, continua sendo um dos mercados imobiliários mais dinâmicos dos Estados Unidos. E como sabemos, o estado preferido dos brasileiros para morar como para investir. 

No entanto, o sucesso dependerá cada vez mais da localização, do tipo de imóvel e da capacidade dos investidores e compradores de navegar em um ambiente mais seletivo, competitivo e sofisticado. E não podemos nunca nos esquecer que como investimento imobiliário tudo depende de preço e localização. 

Wednesday, January 3, 2024

Mercado imobiliário da Flórida bate recorde em 2023 de compradores internacionais

É dito que quanto mais a economia mundial piora, mais os investidores internacionais procuram os Estados Unidos. 

No tocante ao mercado imobiliário americano, também é dito, se não fosse eles, os resultados seriam bem diferentes.

A saber, o Estado da Flórida bateu o recorde nacional com mais compradores internacionals. Segundo o site The Messenger, 1 em cada 5 compradores internacionais, decidiu pelo ensolarado estado, e das transações efetuadas, a metade foi em Miami.

Em 2023, Miami assegurou a posição líder no mercado. 

A saber, no ano passado, US$ 5.1 bilhões de dólares trocaram de mãos nas transações imobiliárias somente no Sul da Flórida.

No total, as transações somaram US$ 12.6 bilhões com os compradores internacionais, segundo Florida Realtors.

Curiosamente segundo fonte, 73% dos compradores visitaram a Flórida uma ou duas vezes antes da compra, e 6% nunca tinham visitado sequer o estado!

O Brasil continua despontando como um dos principais países compradores da Flórida. Canadá, Colombia, Brasil que correspondeu com 7% das compras, Argentina e Inglaterra tem feito a alegria dos corretores de imóveis.

Mas quando concentramos as compras dos brasileiros, no Condado de Palm Beach que fica no Sul da Flórida, os brasileiros corresponderam a 18% do valor de compra. Segundo dados, esse percentual correspondeu à quase US$ 1.5 bilhão de dólares.

Pelo visto com a turbulência sócio-econômica e política que o Brasil está vivendo, os brasileiros continuarão considerando não só o Estado da Flórida como destino final de moradia mas como de investimento!