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Wednesday, May 20, 2026

2026 nos EUA: Oportunidades que os empresários brasileiros desconhecem


Praticamente já estamos no meio do ano de 2026.

Ano com muitos desafios em todos os lugares do mundo. Dois países que nos unem, é o Brasil e os Estados Unidos.

Devido a turbulência política brasileira, que afeta diretamente a classe social, e a economia, muitos empresários e/ou exportadores, consideram o mercado americano como destino final.

Mas quais as oportunidades escondidas que os empresários brasileiros desconhecem nos EUA nesse ano de 2026?

Na LIVE de hoje já contamos mais de 3.000 visualizações, Rodrigo Nascimento, Consultor Empresarial em New Hampshire, e eu, Richard W. Sanchez, esse blogger, aqui direto da Cidade do Doral no Sul da Flórida, dividimos experiências com a audiência, e compartilhamos várias oportunidades escondidas.

Veja vídeo, comente e compartilhe. 2026 nos EUA: Oportunidades que os empresários brasileiros desconhecem

Friday, May 8, 2026

Segurança Alimentar e o Poder dos Gigantes da Carne nas Américas

 


O debate sobre segurança alimentar voltou ao centro da política americana após críticas ao domínio de gigantes frigoríficos como Tyson, Cargill, National Beef e JBS. Pecuaristas independentes denunciam há anos pressão abusiva sobre preços, contratos e condições comerciais, enquanto consumidores enfrentam inflação nos alimentos.

O tema expõe a diferença entre oligopólio, cartel e política antitruste.

Oligopólio ocorre quando poucas empresas dominam a maior parte de um mercado. No setor da carne bovina dos EUA, quatro grandes grupos concentram grande parcela do processamento e distribuição, criando enorme poder econômico e influência sobre produtores e consumidores.

Já cartel é quando empresas concorrentes deixam de competir livremente e passam a coordenar práticas como preços, oferta ou condições comerciais para controlar o mercado e aumentar lucros. Embora nem todo oligopólio seja cartel, mercados altamente concentrados criam ambiente propício para comportamentos abusivos.

É justamente aí que entra a política antitruste — conjunto de leis criadas para impedir concentração excessiva de poder econômico e proteger a livre concorrência. Nos Estados Unidos, essas leis permitem investigar monopólios, barrar fusões e punir práticas anticoncorrenciais.

O avanço desse debate vai além da economia. Para muitos conservadores, segurança alimentar tornou-se questão estratégica de soberania nacional. A preocupação envolve não apenas preços e abastecimento, mas também o risco de poucos grupos privados controlarem cadeias essenciais de proteína animal nas Américas.

A discussão agora é direta: combater a concentração excessiva fortalece o livre mercado ou amplia a intervenção estatal? Esse poderá ser um dos principais embates econômicos e políticos da próxima década.

Veja link do debate no CCA - Coalização Conservadora das Américas | Segurança Alimentar: A linha de frente da luta conservadora nas Américas

Wednesday, May 6, 2026

Qual o deficit habitacional dos EUA hoje e por que?

 


Apesar do preço da gasolina devido o fechamento do Estreito de Hormuz, os Estados Unidos apontam para uma recuperação histórica logo após o acordo de paz com o Irã. E isso poderá acontecer em dias, senão, em horas enquanto escrevo essa matéria.

Com essa recuperação, um outro desafio começa a surgir no horizonte, e dessa vez é doméstico: o preço dos imóveis.

Hoje, os Estados Unidos atravessam um dos maiores déficits habitacionais de sua história recente. Estimativas de entidades do setor imobiliário mais comedidos, apontam que o país possui uma carência entre 15 a 20 milhões de moradias no mínimo, resultado de mais de uma década de construção insuficiente diante do crescimento populacional e da alta demanda por imóveis.

Dois grandes problemas são apontados como causadores.

Problema 1 – considerado como o início, o deficit se agravou após a crise financeira de 2008, quando milhares de construtoras fecharam as portas e o ritmo de novas obras despencou. Desde então, o mercado americano não conseguiu recuperar plenamente sua capacidade de entrega. Além disso, juros elevados, aumento no custo de materiais e escassez de mão de obra elevaram ainda mais os preços dos imóveis e dos aluguéis.

Problema 2 – o plano de imigração do governo Biden de escancarar as fronteiras para qualquer imigrante entrar no país. Como números que variam de 15 à 25 milhões de pessoas que chegaram ao país em meses de desgoverno, esse deficit aumentou mais ainda. Dentro dessa expectativa, é considerado não só a necessidade atual de habitação, mas sim o avanço da população para os próximos anos. 

As regiões mais desabastecidas atualmente são o Nordeste e parte do Centro-Oeste americano. Estados como Nova York, Connecticut, Maryland e regiões da Pensilvânia apresentam forte pressão de demanda e pouca oferta de novas construções, o que mantém os preços elevados. Caso você não tenha atentado para o detalhe, estados democratas.

Isso mesmo, o déficit habitacional é mais acentuado em estados tradicionalmente democratas, devido aos incentivos que eles oferecem aos menos privilegiados, e as “loucas” regras urbanísticas, restrições ambientais para proteção da borboleta que voa somente a 3 metros acima da superfície ou do mosquito de uma só asa, claro que estou sendo sarcástico, mas é a realidade, e dificuldades para aprovação de novos projetos imobiliários. Califórnia e Nova York são exemplos clássicos desse cenário.

Já estados republicanos, especialmente no Sul, como Texas e Flórida, têm conseguido ampliar mais rapidamente a oferta habitacional graças a regulações menos restritivas e maior expansão territorial. Ainda assim, o crescimento populacional acelerado também começa a pressionar esses mercados.